- O INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028; excluindo pele não melanoma, são cerca de 518 mil.
- O Governo lançou em 2025 o programa Agora Tem Especialistas para ampliar prevenção, diagnóstico precoce e tratamento no SUS.
- Entre os homens, os tipos mais incidentes são próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral; entre as mulheres, mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide; pele não melanoma segue mais frequente em ambos os sexos.
- O SUS ampliou a mamografia para mulheres de 40 a 49 anos e aumentou a faixa etária até 74 anos; 3 milhões de mamografias foram realizadas em 2025.
- Em 2025, 24 aceleradores lineares entraram em funcionamento e estão previstos mais 131 em 2026; houve avanços no diagnóstico com DNA-HPV e na vacinação contra HPV com cobertura de 85% para meninas e 73% para meninos.
O INCA informou que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Excluídos os tumores de pele não melanoma, a estimativa fica em aproximadamente 518 mil casos anuais. Os dados foram divulgados no Dia Mundial do Câncer.
A divulgação faz parte da Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil. As projeções destacam o envelhecimento da população como um dos fatores que elevam o adoecimento. O documento aponta o câncer como uma das principais causas de mortalidade no país.
O Governo Federal lançou, em 2025, o programa Agora Tem Especialistas, com foco na oncologia. A iniciativa pretende fortalecer a prevenção, ampliar o diagnóstico precoce e assegurar tratamento no tempo oportuno pelo SUS. O objetivo é qualificar o cuidado oncológico com coordenação nacional.
O perfil da incidência por sexo
Entre os homens, os cânceres mais incidentes são próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Entre as mulheres, destacam-se mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide. O câncer de pele não melanoma continua o mais frequente em ambos os sexos.
A publicação também ressalta cânceres com alto potencial de prevenção, como colo do útero e colorretal, que permanecem entre os mais incidentes no país. A detecção precoce é apresentada como estratégia central para reduzir a mortalidade.
Avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento
O Ministério da Saúde ampliou a mamografia no SUS para mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais, e elevou a faixa etária de rastreamento de 69 para 74 anos. Em 2025, foram realizados cerca de 3 milhões de exames apenas com mamografias de rastreamento.
No mesmo ano, 33 carretas de atenção à saúde da mulher percorreram municípios, oferecendo mamografia, ultrassonografia, biópsias e consultas. As ações visam promover a equidade no acesso aos serviços diagnósticos.
O programa também implantou o teste molecular DNA-HPV para ampliar o diagnóstico precoce do colo do útero, com oferta inicial em 12 estados. A tecnologia identifica o vírus antes de lesões, reduzindo o tempo de espera por atendimento.
Vacinação e tratamento
A vacinação contra o HPV está disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos prioritários. Dados de 2025 indicam cobertura de 85% entre meninas e 73% entre meninos nessa faixa etária, com estados acima de 90% em alguns casos.
Foi incorporado um medicamento inédito para câncer de mama HER2 positivo, com investimento de 159,3 milhões de reais. A terapia pode reduzir a mortalidade em até 50% e tem custo 50% menor que o valor de mercado.
Em 2025, o SUS realizou quase 7 milhões de procedimentos de quimioterapia até novembro, registrando crescimento de cerca de 80% em relação a 2022. A disponibilidade de aceleradores lineares também avançou, com 24 novas unidades em 2025 e previsão de 131 equipamentos em 2026.
Avanços de financiamento e suporte ao paciente
Foi criada uma nova portaria de radioterapia para remunerar serviços conforme o volume de pacientes atendidos. Também passou a existir um auxílio específico para custear transporte, alimentação e hospedagem de pacientes que precisam realizar radioterapia.
O Governo lançou a Estratégia Viva Mais Brasil, com investimento de 340 milhões de reais, para promover prevenção e saúde. A iniciativa inclui ações para estimular atividade física, alimentação saudável, redução de tabagismo e ampliação da vacinação.
Julianna Valença
Ministério da Saúde
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