- As mulheres contribuíram para a cartografia ao longo da história, mas foram negligenciadas por séculos, apesar de sua relevância.
- Conceitos como Gaia e a ideia da Terra como feminina aparecem em culturas e mapas, incluindo representações de mulheres em mapas europeus antigos.
- A participação feminina foi crescendo: do bordado e colorir mapas até a impressão, gravura de placas e educação formal; na Segunda Guerra Mundial, as “donzelas do mapeamento militar” produziram dezenas de milhares de mapas.
- No século XX, surgiram inovações técnicas importantes para as mulheres na cartografia, como sensoriamento remoto e modelos para GPS, desenvolvidos por figuras como Evelyn Pruitt e Gladys West.
- Hoje existem programas para ampliar a presença feminina na geoespacial, como African Women in GIS, GeoChicas, YouthMappers Let Girls Map, Women in GIS e HOTOSM, promovendo participação e diversidade no mapeamento.
A cartografia é uma disciplina que, ao longo da história, teve presença feminina, mesmo quando suas contribuições eram ignoradas. Mulheres participaram de várias fases do mapeamento, da pintura de mapas à interpretação de imagens, mas seus esforços foram pouco reconhecidos por séculos.
Com o avanço das tecnologias geoespaciais, especialmente os sistemas de informação geográfica, surgiram novas oportunidades para mulheres estudarem, trabalharem e pesquisarem na área. A evolução tecnológica ampliou o acesso à educação e ao mercado de trabalho, promovendo maior participação feminina.
A paisagem feminina
Mulheres influenciaram a forma como o mundo é visto em mapas e na representação de territórios. O símbolo da Terra como entidade feminina aparece em culturas de várias partes do globo, ganhando novas leituras com o conceito Gaia, que trata o planeta como um sistema vivo.
Mapas antigos usaram figuras femininas para retratar nações, reforçando estereótipos de poder. Exemplos históricos mostram nações representadas como mulheres, com diferentes níveis de imponência e vestimenta, refletindo contextos políticos e culturais da época.
Tecnologia e o papel das mulheres na cartografia
Embora as contribuições técnicas se estendam por toda a história, muitas não ficam facilmente registradas. Ainda assim, registros indicam participação desde o século IV, com mapas bordados por mulheres na China antiga, até a era da impressão, quando várias trabalharam como gravadoras, editoras e artesãs de mapas.
No século XX, mulheres passaram a atuar mais diretamente na prática cartográfica durante a Segunda Guerra Mundial, quando criaram mapas topográficos, analisaram fotografias aéreas e ajudaram na fotogrametria. A profissionalização ganhou impulso com o termo sensoriamento remoto e com avanços noGPS, criados por pesquisadoras como Evelyn Pruitt e Gladys West.
Mulheres criando mapas
Sociedades indígenas expressavam informação geográfica por meio de canções, danças e rituais, enquanto mulheres de contextos europeus frequentemente geriam negócios de mapas após a perda de parceiros. Rainhas também influenciaram a produção cartográfica, como a encomenda do Atlas da Inglaterra e do País de Gales em 1579 pela Rainha Elizabeth I.
A participação feminina hoje se estende à supervisão de projetos de mapeamento, educação e inovação. Organizações regionais e globais promovem capacitação, mapeamento móvel e inclusão digital para aumentar a representatividade de mulheres na cartografia.
Mulheres definindo a direção dos mapas
A cartografia contemporânea revela disparidades de dados e necessidades específicas das mulheres, como saúde, segurança e planejamento. Em emergências, a diversidade de perspectivas é essencial para atender comunidades de forma mais equitable.
Iniciativas como projetos de mapeamento feito por mulheres buscam preencher lacunas de dados e ampliar a participação feminina. Grupos dedicados a GIS e geotecnologias atuam para ampliar a presença de mulheres na elaboração de mapas e na tomada de decisões baseadas em geoinformação.
Entre na conversa da comunidade