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Teste de sangue menstrual pode oferecer alternativa à triagem cervical

Estudo na China com 3.068 mulheres analisa sangue menstrual com tira para HPV, mostrando sensibilidade similar à coleta clínica e possível opção de rastreio

The study used a blood sample strip applied to a regular sanitary pad to test for human papillomavirus.
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  • Estudo com 3.068 mulheres na China mostrou que uma tira de teste aplicada em absorvente menstrual pode detectar o HPV, vírus responsável pela maior parte dos cânceres de colo de útero, com uso em casa.
  • Amostra de sangue menstrual (reta de teste em absorvente) apresentou sensibilidade de 94,7% para detectar CIN2, parecida com a coleta clínica (92,1%).
  • A especificidade foi menor na amostra de sangue menstrual, porém a probabilidade de um resultado negativo indicar ausência da doença foi similar entre os dois métodos.
  • Os autores destacam que o estudo sugere a utilidade do sangue menstrual para HPV como alternativa ou complemento não invasivo ao rastreamento.
  • Especialistas ressaltam que ainda é cedo e são necessários ensaios com grupos maiores e mais diversos para entender aplicações clínicas e como encaixar no rastreio existente.

Researchers testam sangue menstrual como alternativa a rastreamento cervical

Um estudo pioneiro avalia sangue menstrual, coletado em um absorvente com tiras, como método de rastreamento do câncer de colo de útero. O protocolo permite que mulheres façam o teste em casa, sem exame clínico.

A pesquisa comparou a detecção de lesões cervicais (CIN2 e CIN3) entre amostras de sangue menstrual e amostras clínicas usadas por profissionais de saúde. O estudo envolveu 3.068 mulheres na província de Hubei, China, entre 2021 e 2025.

Cada participante forneceu três amostras: sangue menstrual com absorvente e tira, amostra cervical coletada por clínico e uma amostra adicional para processamento laboratorial. O foco foi a sensibilidade e a especificidade do teste.

Resultados principais

A sensibilidade do método com sangue menstrual para CIN2 foi de 94,7%, próximo ao desempenho da amostra clínica, em 92,1%. A detecção de CIN3 mostrou resultados semelhantes entre os dois métodos.

A especificidade, por outro lado, foi menor para o sangue menstrual, mas a probabilidade de um resultado negativo realmente indicar ausência da doença ficou semelhante entre as duas abordagens. Indicações para novos testes também foram comparáveis.

Pesquisadores destacaram que o estudo, de grande escala e baseada na comunidade, demonstra a utilidade do mininabado de sangue menstrual para detecção de HPV como alternativa não invasiva ou complementar ao rastreamento atual.

Especialistas ouvidos pela imprensa comentaram que os resultados são promissores, mas ainda em estágio inicial. Novos ensaios com grupos maiores e mais diversos são necessários para confirmar aplicação clínica ampla.

A HPV, principal agente etiológico do câncer cervical, continua sendo detectada no sangue menstrual conforme o protocolo estudado. A viabilidade de uso doméstico depende de validação adicional e integração aos caminhos de rastreamento existentes.

Entretanto, organizações de saúde e entidades ligadas à pesquisa de câncer destacam o esforço para ampliar opções de rastreamento. A ideia é oferecer métodos mais acessíveis e menos invasivos para aumentar a participação em programas de prevenção.

Por fim, especialistas apontam que a adaptabilidade do método deve considerar diferentes fases de vida, como menopausa, e barreiras variadas que influenciam a adesão ao rastreamento. A diversificação de opções pode favorecer públicos que não comparecem aos exames tradicionais.

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