- Visitantes em Gisborne, na ilha norte da Nova Zelândia, participam de uma experiência de interação com arraias em seu habitat natural.
- Seis arraias-das-escápulas e arraias-pequenas de cauda curta aparecem no recife raso, algumas pesando mais de 300 kg, aproximando-se dos visitantes.
- Os visitantes podem alimentar as arraias com pedaços de peixe, após instruções sobre manuseio suave e respeito aos animais.
- O operador afirma limitar o tempo e o número de encontros para evitar dependência dos animais e manter o equilíbrio do ecossistema.
- Profissionais ressaltam que as arraias são curiosas, gentis e podem servir como defensores da conservação marinha quando a educação acompanha a experiência.
Em uma enseada rochosa perto de Gisborne, na Ilha Norte da Nova Zelândia, visitantes têm a oportunidade de interagir com arraias em seu habitat natural. O grupo de 30 pessoas veste macacões cáqui e botas, aguardando as estrelas do passeio.
Seis eagle rays e stingrays de cauda curta, algumas pesando mais de 300 kg, surgem no recife raso e se aproximam dos participantes, tocando as pernas e sugando peixe das mãos submersas. O encontro é descrito como seguro e educativo.
O passeio é operado pela Dive Tatapouri, há mais de 20 anos, liderado por Dean Savage. A empresа começou a partir de uma antiga instalação de processamento de kina e aproveita um recife raso com uma maternidade de arraias.
Savage afirma que as arraias não são apenas atrações, mas animais livres que podem vir e ir conforme desejarem. O manejo busca evitar dependência alimentar, limitando interações ao longo do ano e, em alguns períodos, suspendendo contatos.
Os visitantes recebem instruções para permanecer imóveis e respeitar o comportamento das arraias. Caso haja desrespeito, o grupo pode ser removido do passeio, reforçando o papel de guardiões do ambiente marinho.
Algumas arraias da experiência, com mais de duas décadas de vida, ganharam nomes como Pancake, Waffle, Hine e Charlie. A interação ocorre no contexto de uma área costeira com três espécies de arraias comumente avistadas.
Especialistas apontam que o turismo de vida selvagem pode representar uma ferramenta de conservação quando conduzido com educação e cuidado. Em contrapartida, há preocupações sobre impactos nos ecossistemas ou na independência alimentar dos animais.
Clinton Duffy, curador de biologia marinha do Auckland Museum, ressalta que o benefício depende da qualidade da educação proporcionada aos visitantes. Ele vê as experiências como potenciais embaixadoras para a conservação marinha.
A prática envolve equilíbrio entre interesse público e bem-estar animal. A narrativa assume que o contato pode ampliar a empatia humana pela vida marinha desde que feito com responsabilidade e respeito aos animais.
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