- A Corteva vai parar de produzir o herbicida Enlist Duo, composto por Agent Orange e glifosato.
- A mistura é considerada um dos herbicidas mais perigosos usados nos Estados Unidos, segundo ambientalistas, por haver riscos de câncer e danos ambientais.
- A EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) já aprovou o uso do Enlist Duo em lavouras alimentares duas vezes, e ele é aplicado em cerca de 4,5 milhões de acres de milho, soja e algodão transgênico anualmente.
- Mesmo com a suspensão do Enlist Duo, o componente 2,4-D continuará sendo usado no Enlist One, e uma ação judicial para invalidar a aprovação continua.
- O encerramento do produto encerra mais de uma década de ações legais e campanhas públicas que pressionavam pela proibição.
O grupo químico Corteva anunciou a retirada do Enlist Duo do mercado. O herbicida combina Agent Orange (2,4-D) com glifosato e é visto por ambientalistas como um dos mais perigosos ainda utilizado nos EUA. A decisão encerra anos de pressão e ações judiciais.
A retirada encerra mais de uma década de litígios sobre o produto. Organizações como o Center for Food Safety atribuíram à empresa a responsabilidade de não expor o sistema alimentar a esse coquetel. A Corteva não comentou o caso imediatamente.
O que permanece é a presença do 2,4-D em outro produto da linha Enlist, o Enlist One. Uma ação judicial continua para invalidar a aprovação desse ingrediente, segundo as informações disponíveis. A EPA aprovou Enlist Duo pela primeira vez em 2014, iniciando o contencioso.
Dados indicam que o Enlist Duo era comercializado com receitas anuais superiores a 1 bilhão de dólares em 2022, e a área tratada com esse coquetel alcançava cerca de 4,5 milhões de acres, majoritariamente em culturas como milho, soja e algodão geneticamente modificado.
A defesa de grupos ambientais aponta riscos à saúde humana e a danos ecológicos. Entre os impactos citados estão ligações a câncer e danos a espécies protegidas. A EPA já enfrentou críticas por decisões de reavaliação de riscos do produto.
A decisão da Corteva é recebida como vitória por defensores de agroquímicos mais restritivos, que defendem maior cautela na aprovação de misturas de pesticidas. O desfecho também ocorre em meio a debates sobre a regulação de herbicidas no país.
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