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Opioides sintéticos podem ter causado centenas de mortes a mais no Reino Unido

Pesquisa sugere que nitazenes degradam em amostras de sangue pós-morte, levando a subcontagem de óbitos por opioides sintéticos no Reino Unido

In 2024, the NCA reported that 333 fatalities across the UK were linked to nitazenes, but researchers say the true number could be much higher.
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  • Estudo de King’s College London aponta que mortes por nitazenes no Reino Unido podem ter sido subestimadas em até um terço, devido a falhas na detecção em toxicologia postmortem.
  • Nitazenes são opiáceos sintéticos extremamente potentes, até quinhentas vezes mais fortes que a heroína, desenvolvidos originalmente como analgésico na década de sessenta.
  • Dados da National Crime Agency indicaram trezentas e trinta e três fatalidades ligadas à droga em dois mil e vinte e quatro, mas a pesquisa sugere possível subregistro.
  • Em testes com ratos, os pesquisadores observaram que, sob condições reais de amostragem, em média apenas quatorze por cento do nitazene presente na overdose permanece detectável.
  • A modelagem com dados do Programa Nacional de Mortalidade por Uso de Substâncias indicou que mortes em Birmingham em dois mil e vinte e três podem ter aumentado em aproximadamente um terço, evidenciando subnotificação provável.

O estudo aponta que mortes por nitazenos, opioide sintético até 500 vezes mais potente que a heroína, podem ter sido subestimadas no Reino Unido. A pesquisa questiona a confiabilidade de testes toxicológicos em necropsias.

Pesquisadores de King’s College London testaram amostras de ratos anestesiados com nitazene e observaram que, em condições reais de manipulação de amostras, apenas cerca de 14% do composto permanece detectável no sangue pós-morte.

Com base em modelagem usando dados do NPSUM, os pesquisadores apontam um excesso de mortes por drogas em Birmingham em 2023 em cerca de um terço, sugerindo falhas na detecção toxicológica de nitazenes.

Substância sob investigação

A NCA registrou, em 2024, 333 óbitos no Reino Unido ligados ao nitazene. O trabalho aponta que a degradação do composto pode afetar a contagem oficial de mortes relacionadas a drogas.

Os autores destacam que a subnotificação compromete a precisão de dados de mortalidade por drogas, usados para guiar estratégias de redução de danos e financiamento de intervenções.

A pesquisadora sênior Caroline Copeland, da King’s, descreve que a degradação no sangue pós-morte implica subdados significativos, dificultando medidas eficazes de prevenção de mortes.

Cenário e repercussões

Especialistas ressaltam que, se nitazenes escapam à detecção, o recorte de mortes pode subestimar a gravidade da crise de overdoses, impactando políticas públicas e recursos de saúde.

Na Escócia, autoridades temem uma nova onda de mortes associadas a opioides sintéticos de alta potência, já vinculada a mais de 100 óbitos.

Além disso, a agência britânica Border Force informou que utiliza cães treinados para detectar tanto fentanil quanto nitazenes, em esforço para ampliar a identificação de ameaças.

Representantes do governo destacaram o compromisso em reduzir mortes por drogas e ampliar serviços de recuperação, ressaltando ações de monitoramento e cooperação entre serviços de saúde e segurança.

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