- Dados do IPEC mostram que o número de usuários de cigarro eletrônico quadruplicou no Brasil entre 2018 e 2022, indo de 500 mil para 2,2 milhões; entre adolescentes de 13 a 17 anos, quase 17% já experimentaram o vape, segundo o IBGE.
- Pesquisas indicam redução da motilidade de espermatozoides em consumidores de cigarros eletrônicos, inclusive com sabores como canela e chiclete, possivelmente ligada à presença de metais nos componentes.
- Em mulheres, a exposição a metais pesados, como o chumbo, pode estar associada a abortos espontâneos e a malformações congênitas.
- O vapor emitido pelo cigarro eletrônico é uma mistura de componentes, incluindo o formaldeído, substância potencialmente tóxica para a espermatogênese, maturação folicular e desenvolvimento embrionário.
- Apesar de ser visto como alternativa ao cigarro tradicional, o vape apresenta riscos à saúde reprodutiva e não deve ser considerado inofensivo.
O cigarro eletrônico, conhecido como vape, pode causar impactos na saúde reprodutiva de homens e mulheres, segundo especialistas e revisões científicas. Estudos apontam efeitos na fertilidade, mesmo em dispositivos rotulados como sem nicotina, e com vapores que contêm metais e substâncias tóxicas. O Ministério da Saúde já emitia alertas sobre riscos de câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares.
A ginecologista Maria do Carmo Borges de Souza, diretora da Fertipraxis (RJ), ressalta que pesquisas associam redução da motilidade de espermatozoides a sabores encontrados em alguns dispositivos. Ela afirma que metais em componentes do vape podem afetar a saúde reprodutiva de ambos os sexos, ainda que a exposição seja indireta.
Para as mulheres, a especialista cita a relação entre metais pesados, como chumbo, e riscos de abortamento espontâneo e malformações congênitas. O vapor do cigarro eletrônico é descrito como uma mistura de componentes, incluindo o formaldeído, substância estudada como tóxica para a fertilidade e o desenvolvimento embrionário.
O Brasil registrou crescimento no uso de cigarros eletrônicos, com o número de usuários passando de 500 mil em 2018 para 2,2 milhões em 2022, conforme o IPEC. Entre adolescentes de 13 a 17 anos, quase 17% já experimentaram o vape, segundo o IBGE.
Diante do quadro, a ginecologista afirma que as evidências reunidas em estudos indicam riscos próprios dos dispositivos, não devendo ser encarados como inofensivos para a saúde reprodutiva. O alerta é para quem avalia o vape como alternativa ao cigarro tradicional.
Dados sobre uso e impacto
- Crescimento de usuários no Brasil entre 2018 e 2022 mostra expansão relevante.
- Pesquisa aponta experiências em adolescentes, sinalizando início precoce de uso.
- Especialistas destacam que riscos existem mesmo sem combustão, devido a componentes do vapor.
Perspectivas científicas e precauções
As evidências são resumidas em revisões técnicas que associam vape a alterações reprodutivas. Profissionais recomendam cautela e acompanhamento médico para quem usa cigarros eletrônicos e planeja conceber.
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