- A NASA (National Aeronautics and Space Administration) anunciou que smartphones modernos poderão acompanhar as missões Crew‑12, com lançamento previsto para fevereiro, e Artemis II, prevista para março, em direção à Lua.
- Os dispositivos permitirão que as equipes registrem momentos e compartilhem vídeos e imagens de forma mais rápida durante as operações no espaço.
- Até agora, havia regulamentação rígida sobre o que levar ao espaço, por riscos de interferência nas comunicações e danos pela radiação solar.
- A presença de smartphones no espaço não implica conexão móvel terrestre; o acesso a redes como 4G ou 5G ainda não é possível por depender de torres terrestres.
- A tecnologia Direct to Cell, da Starlink, pode permitir conectividade direta com satélites em órbita baixa no futuro, possibilitando comunicação dos smartphones com qualquer lugar da Terra.
A NASA informou, por meio de um post no X, que smartphones modernos poderão acompanhar as missões Crew-12 e Artemis II. A iniciativa visa permitir que as tripulações registrem momentos e compartilhem imagens com maior rapidez. As missões estão previstas para iniciar em fevereiro e março, respectivamente, com destino à órbita terrestre e à Lua.
Segundo a agência, a mudança quebra regulamentos anteriores que restringiam o que poderia viajar ao espaço devido a riscos de interferência nas comunicações e à exposição à radiação. A atualização envolve a qualificação de equipamentos atuais para uso em voos espaciais dentro de cronograma acelerado.
A notícia não é a primeira a reunir smartphones ao espaço. Em 2011, dois iPhones 4S integraram uma missão, embora não haja registros de uso. Além disso, dispositivos da Apple, como Macintosh e Apple Watch, já foram utilizados em missões anteriores.
Implicações técnicas e operacionais
A possibilidade de levar smartphones sinaliza que as funções básicas podem funcionar no espaço, facilitando o registro de atividades sem câmeras dedicadas. No entanto, o acesso a redes móveis como 4G ou 5G ainda depende de infraestrutura terrestre.
Uma alternativa em desenvolvimento é a tecnologia Direct to Cell, da Starlink, que conecta celulares diretamente a satélites de órbita baixa. Caso adotada, a comunicação em tempo real poderia alcançar qualquer ponto do planeta.
Apesar da mudança, o contato com astronautas continua a depender de sistemas de rádio, redes de satélite da NASA e soluções de internet via VoIP. O uso de celulares seguiria limitado a funções de registro e comunicação básica, conforme regulamentos vigentes.
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