- Ariane Ferreira, bióloga e analista de projetos socioambientais da Associação Caatinga, atua na conservação da biodiversidade do semiárido brasileiro, principalmente na Serra das Almas, entre Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI).
- Seu trabalho foca no monitoramento do periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus), espécie ameaçada que voltou a habitar a região após mais de cem anos, graças ao projeto de reintrodução Refaunar Arvorar.
- O monitoramento envolve entender rotinas de alimentação e mapear padrões de deslocamento das aves, dependente da integração com a guarda-parques.
- Natural de São José (SC) e formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, Ariane ganhou experiência em Curaçá (BA) na reintrodução da ararinha-azul e no comando de equipes locais.
- Ela encerra destacando que a ciência pode ser um espaço para as mulheres, incentivando jovens a buscar apoio, conversar com outras pesquisadoras e não desistir.
Ariane Ferreira, bióloga e analista de projetos socioambientais da Associação Caatinga, destaca o protagonismo feminino na ciência e na conservação da biodiversidade brasileira. O trabalho dela se concentra na Serra das Almas, uma reserva natural entre Crateús, no Ceará, e Buriti dos Montes, no Piauí, onde atua no monitoramento do periquito cara-suja, espécie ameaçada que retornou à região após mais de cem anos. A ação é fruto do projeto de reintrodução Refaunar Arvorar, realizada em parceria com a ONG Aquasis e o Parque Arvorar.
A rotina de campo exige observação detalhada, desde alimentação até deslocamento das aves. A bióloga ressalta que o sucesso depende da integração com a equipe de guarda-parques, reforçando que o trabalho é coletivo e compartilhado. Ariane é natural de São José, em Santa Catarina, e formou-se pela UFSC. Sua trajetória inclui vivências práticas em ornitologia e experiência de campo em Curaçá, na Bahia, onde coordenou equipes locais na reintrodução da ararinha-azul.
Desafios e impactos da atuação
Em 2024, Ariane participou do censo do periquito na Serra de Baturité e consolidou sua atuação na Serra das Almas, lidando com desafios logísticos típicos de trabalho em áreas remotas. O foco permanece na proteção de espécies vulneráveis e na promoção de práticas que integrem ciência e comunidades locais, fortalecendo a conservação da Caatinga.
Apesar das longas jornadas de campo, a bióloga mantém o compromisso de inspirar novas gerações. Para mulheres que desejam ingressar na ciência, o recado é de encorajamento: buscar apoio, promover redes de mentoria e persistir, sem deixar que o medo impeça o caminho. A mensagem reforça que a ciência é um espaço para todas.
Publicado por André Nicolau, da CNN Brasil.
Entre na conversa da comunidade