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Diretor da Nvidia afirma que há dados suficientes para raciocínio rápido em robôs

Diretor brasileiro da Nvidia afirma que já há dados para robôs com raciocínio rápido, via IA física, com aplicações em indústrias, hospitais e veículos autônomos

Robô humanoide da empresa americana Figure — Foto: Divulgação/Figure
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  • O executivo brasileiro da Nvidia, Marcio Aguiar, afirma que já há dados suficientes para robôs humanoides com raciocínio rápido, fundamentados em IA generativa.
  • O foco é o conceito de “Physical AI”: integrar IA a sistemas físicos, com aplicações em indústrias, hospitais e veículos autônomos.
  • A Nvidia não fabrica robôs, mas fornece o “cérebro” (softwares e hardwares) para empresas que desenvolvem soluções robóticas.
  • Já há uso da IA física na indústria, incluindo braços mecânicos com visão computacional para perceber o ambiente e reagir a ele.
  • Aguiar ressaltou exemplos como hospitais no Japão, onde robôs ajudam enfermeiros a entregar medicamentos, e citou veículos autônomos e robotáxis como áreas de foco.

Marcio Aguiar, diretor da Nvidia para a América Latina, afirmou que já existem dados suficientes para a viabilização de robôs com raciocínio mais rápido, dentro da chamada IA física. A declaração ocorreu durante um evento da Microsoft em São Paulo nesta quarta-feira (11).

Segundo o executivo, o avanço depende da integração entre IA generativa, agentes de IA e percepção, permitindo que máquinas atuem com maior autonomia. A ideia é consolidar o que hoje está em estágio de evolução para que robôs humanoides ganhem capacidade de raciocínio rápido em ambientes reais.

Ele reforçou que a Nvidia não fabrica o robô físico, mas fornece o que chama de “cérebro” — software e hardware — para empresas desenvolverem soluções robóticas. A empresa já atua há oito anos nesse campo e atende mais de 100 companhias de robótica com seus componentes.

Aplicações atuais

Aguiar ressaltou que a IA física já é realidade na indústria, incluindo o uso de braços mecânicos em fábricas. Técnicas de visão computacional permitem que esses sistemas percebam o ambiente e respondam a ele com maior precisão.

Ele citou o Japão como exemplo, onde robôs humanoides são utilizados em hospitais para auxiliar enfermeiros na entrega de medicamentos a pacientes. O setor de veículos autônomos também figura entre os focos, com destaque para robôtaxis.

O executivo não informou quando robôs humanoides com IA generativa deverão estar amplamente disponíveis. A implantação, segundo ele, ocorrerá de forma gradual, pouco a pouco, de modo a tornar a adoção quase imperceptível no cotidiano.

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