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Mulheres quechuas dos Andes transformam conflito com pumas em convivência

Mulheres Quechua no Peru transformam conflito com pumas em modelo de coexistência, promovendo conservação, pastagens seguras e empoderamento econômico

Shepherd Ida Auris Arango at her home in the Peruvian Andes, near puma habitat. Image courtesy of Cristina Hara (@cristina.hara).
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  • No alto dos Andes peruanos, mulheres Quechua constroem um modelo de coexistência com pumas, gato-moura e gato andino, migrando de ataques retaliatórios para conservação.
  • O documentário acompanha a pastora Ida Auris Arango e a bióloga Merinia Mendoza Almeida, que lideram a associação Mulheres Quechua por a Conservación e usam câmeras de armadilha para registrar a fauna local.
  • Com a participação de dezenas de mulheres, a iniciativa passou a proteger florestas de Polylepis, reduzir o uso de fogo para espantar predadores e melhorar pastagens e abrigos para o gado.
  • Desde o início do projeto, os conflitos com felinos diminuíram significativamente e as matanças retaliatórias a pumas foram interrompidas.
  • Além da conservação, o projeto envolve uma cooperativa têxtil de lã de alpaca, fortalecendo a renda das mulheres e promovendo a liderança ambiental em uma região tradicionalmente masculina.

A comunidade andina de Licapa, no Peru, passou por uma transformação na relação com predadores como pumas e gatos silvestres. Um filme recente mostra como mulheres Quechua substituíram abordagens de retaliação por ações de convivência, conservação e resgate de saberes tradicionais.

A diretora do projeto é Merinia Mendoza Almeida, bióloga e fundadora da associação Mujeres Quechua por la Conservación. Junto de Ida Auris Arango, pastora da região, elas mobilizaram dezenas de mulheres para monitorar a vida selvagem por meio de armadilhas fotográficas.

O documentário revela que o medo de ataques aos animais de criação impulsionou a incentivação de práticas que reduzem conflitos. Entre as mudanças, destacam-se proteção das florestas de Polylepis, menos uso de fogo para afugentar predadores e abrigos mais resistentes para o gado.

A iniciativa não apenas protege espécies nativas como o puma e o leopardo, mas também promove autonomia econômica feminina. Com a criação de uma cooperativa de têxteis a partir de lã de alpaca, as mulheres sustentam seus lares e gerem conservação ambiental.

Além disso, a câmera captou relatos de transformações na convivência entre moradores e ecossistemas. Ao verem os animais como parte de um sistema compartilhado, famílias passaram a investir em soluções não letais para evitar perdas.

O filme intitulado Women Secure a Future with Pumas in the Andes ressalta como conhecimento tradicional, ciência e liderança feminina podem convergir para proteger espécies ameaçadas. O material oferece uma leitura de coexistência sustentável nas alturas andinas.

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