- Tomb 10, de 1.400 anos, foi descoberta em San Pablo Huitzo, no vale de Etla, em Oaxaca, após relato de saqueamento anônimo.
- A tumba, pertencente aos zapotecas, está bem preservada e mostra murais, relevos e uma inscrição; a porta de entrada traz uma figura de coruja.
- A tumba pode estar conectada à Tumba 5, o que ajuda a datá-la ao Período Tardo Clássico (séculos vi e IX d.C.).
- Dados preliminares apontam que o espaço mede cerca de 5,5 metros de comprimento, com decoração que inclui figuras guardianas e uma procissão representada em um mural com copal.
- Especialistas afirmam que o conjunto, no Etla Valley, pode revelar dinastias locais e traços de continuidade com tradições posteriores, indicando diversidade e riqueza da expressão zapoteca.
A descoberta de uma tumba zapoteca com cerca de 1.400 anos, conhecida como Tumba 10, foi anunciada no Mexican, em San Pablo Huitzo, no Vale de Etla, em Oaxaca. A abertura ocorreu após um relato anônimo de saque, segundo o INAH. O achado recebeu elogios unânimes por seu estado de conservação e pelas evidências de relevo e pintura mural.
A tumba, de 5,5 m de comprimento, 2 m de largura e 2 m de altura, está em uma área associada a várias estruturas residenciais. A entrada é marcada por uma peça escultórica em forma de coruja, da qual emerge a cabeça de um possível ancestral. O conjunto sugere ligações com dinastias locais e visitas ao longo de gerações.
Identificada como parte de uma complexa prática funerária, Tomb 10 pode estar conectada à Tomb 5, localizada no mesmo sítio Cerro de la Campana. A datação aponta para o Late Classic, entre AD 600 e 900, com indícios de continuidade com tradições do pós-clássico. A área é considerada pela INAH como uma acrópole contemporânea de Monte Albán.
Contexto e elementos artísticos
À entrada, guardiões esculpidos em relevo perhaps sugerem funções de proteção, enquanto o interior exibe uma cena mural de procissão com copal, resina sagrada. Relieves com inscrições também foram encontrados, indicando possíveis referências a linhagens e propriedade de figuras proeminentes.
Pesquisadores destacam que o conjunto incorpora motivos de identidade e status, como lagartos, serpentes, jaguares e até cabeças de macacos ou aves, além do motivo da coruja ligado ao mundo dos mortos. O uso de oferendas, como cerâmica e objetos de uso ritual, reforça a importância da tumba para a memória de famílias locais.
O INAH indicou que a tumba pode ser chave para entender dinastias regionais, uma vez que foi destinada a uma figura de destaque e visitada ao longo de gerações. A imprensa local e especialistas ressaltam a importância do sítio para a compreensão da Zapotecidade no Vale de Etla.
Repercussões e próximos passos
Autoridades culturais, incluindo a Secretaria de Cultura, mantêm o monitoramento do local para preservação e estudo contínuo. A equipe de pesquisa planeja novas etapas de escavação e documentação para ampliar o retrato da ocupação zapoteca na região de Oaxaca. A comunidade local participa de programas de preservação ligados ao INAH.
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