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Vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra dengue começa

Vacinação de 1,2 milhão de profissionais inicia com 650 mil doses já enviadas; imunizante nacional do Butantan avança como estratégia de autonomia sanitária

Botucatu (SP), 18/01/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, iniciou a vacinação contra a dengue com a primeira vacina 100% nacional, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Foto: Walterson Rosa/MS
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  • Começou a vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde da atenção primária contra a dengue; as primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados, com o restante previsto para os próximos dias.
  • A vacina é brasileira, do Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e 100% nacional, considerada um avanço para a autonomia do país.
  • O início é voltado para a equipe multiprofissional cadastrada no SUS, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, ACS, ACE e outras funções das UBS.
  • A ampliação para pessoas de 15 a 59 anos está prevista para o segundo semestre, dependendo do aumento da produção; o Ministério investiu 368 milhões de reais para comprar 3,9 milhões de doses.
  • Em municípios-piloto — Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) — a vacinação também avalia o impacto na dinâmica populacional, com produção nacional apoiada por acordo com a WuXi Vaccines, da China, para ampliar a capacidade. A vacina apresentou 74,7% de eficácia contra dengue sintomática e 89% contra formas graves.

Começou a vacinação contra dengue para profissionais de saúde da atenção primária. A ação envolve 1,2 milhão de trabalhadores do SUS, iniciando nesta semana com a aplicação da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. As primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados, com o restante previsto para os próximos dias.

O imunizante é de dose única, tetraviral e 100% nacional. O Ministério da Saúde classifica a vacina como avanço para a autonomia do país na prevenção da dengue e na proteção de quem atua junto à população nas unidades básicas de saúde.

O Ministério explica que o início reúne equipes multiprofissionais cadastradas no SUS, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde que atuam na porta de entrada das unidades de saúde, com atuação junto a casos de dengue.

A estratégia prevê ampliar para outros públicos, inicialmente pessoas de 15 a 59 anos, no segundo semestre, conforme aumento da capacidade produtiva do Butantan. O governo autorizou investimento de 368 milhões de reais para adquirir 3,9 milhões de doses.

Para monitorar o impacto da vacina, também ocorre, desde janeiro, uma etapa piloto em Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas cidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos.

Público-alvo

Profissionais de saúde assistenciais e de prevenção: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, odontólogos, equipes multiprofissionais e agentes comunitários. Também estão inclusos agentes de combate às endemias.

Trabalhadores administrativos e de apoio das unidades: recepcionistas, seguranças, profissionais da limpeza, motoristas de ambulância e cozinheiros.

Outros trabalhadores atuantes nas UBS também integram o público-alvo da vacinação.

Cenário epidemiológico

Em 2025, os casos de dengue caíram 74% frente a 2024. O Ministério ressalta que as ações contra o Aedes aegypti devem continuar em todo o país.

Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis, ante 6,5 milhões em 2024. O total de óbitos diminuiu para 1,7 mil, queda de 72% em comparação ao ano anterior, quando houve 6,3 mil mortes.

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