- Marineland Antibes fechou em janeiro de 2025, deixando Wikie e Keijo, mãe e filho orcas, em piscinas alagadas e sem público.
- Governo francês, organizações de bem-estar animal e o parque discutem onde realocar os animais, com divergências sobre o destino ideal.
- O Whale Sanctuary Project, em Nova Scotia, é apresentado como solução ética, mas depende de financiamento de cerca de €15 milhões e ainda não está pronto.
- Marineland defende transferência imediata para outro aquário, enquanto opositores veem o santuário como inviável sem a estrutura necessária.
- Debate também foca na temperatura da água e no bem-estar das orcas; Sea Shepherd França apoia um santuário no Mediterrâneo, mas há críticas e exigências de verificação independente.
Marineland Antibes permanece sem shows e com as duas únicas orcas da instalação, Wikie e Keijo, sob o risco de manter-se em condições insalubres. A água verdeada e os alagados em volta das piscinas denunciam o abandono do parque, que fechou definitivamente em janeiro de 2025.
Desde 2021, quando lei francesa proibiu cetáceos em cativeiro, a ideia de onde realocar os animais tem sido tema de debates entre governo, grupos de bem-estar animal e proprietários do Marineland. A reunião-chave ocorre na segunda-feira, com decisões esperadas sobre o futuro dos animais.
A prioridade é transferir Wikie e Keijo para um novo espaço, já que as instalações atuais apresentam estado crítico e custo anual de manutenção elevado. A opção anunciada pelo governo envolve o Whale Sanctuary Project, na Nova Escócia, Canadá, criado para reproduzir ambiente costeiro o mais próximo do natural.
Ações em jogo e resistência
Duzentos que participam do debate incluem representantes do governo, organizações de proteção animal e o próprio Marineland. O projeto exigiria construção de infraestrutura para abrigar os animais até a conclusão do santuário, que ainda não está totalmente financiado.
Enquanto isso, outros cetáceos do parque, 12 botos-têmis, ficariam em instalações consideradas adequadas como transição, até que haja um novo centro definitivo no Canadá. Marineland sustenta que o santuário é uma solução hipotética e defende a transferência imediata para um parque aquático, se possível.
A Sea Shepherd France e outros críticos questionam a qualidade da água e a temperatura no local de destino, defendendo verificações independentes. O debate envolve também questões logísticas de transferência, que exigem equipamentos especializados e etapas de preparação para que Wikie e Keijo se adaptem ao ambiente oceânico.
Na mesa, ainda há possibilidade de negociações com parques da Flórida, como o SeaWorld, algo negado pela administração de Marineland. Organizações civis insistem na necessidade de um espaço adequado que preserve bem-estar e segurança dos animais, sem prejulgar resultados.
O andamento da reunião aponta para uma decisão que possa acelerar ou atrasar a mudança, com Wikie e Keijo permanecendo no parque enquanto o impasse persiste. As informações públicas indicam que nenhuma solução definitiva está garantida para os próximos meses.
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