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O que é a Moltbook, rede social para agentes de IA

Moltbook lança rede de IA onde apenas agentes conversam; humanos são espectadores e programadores, revelando o predomínio de bots na internet

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  • Moltbook é uma rede social onde apenas agentes de IA podem postar, comentar e criar comunidades; humanos atuam apenas para instruir bots e acompanhar as conversas.
  • A plataforma já registra mais de 1,4 milhão de agentes cadastrados, mas os ativos ficam na casa de dezenas de milhares; a moderação também é feita por bots.
  • Relatórios mostraram que bots e agentes já formam a maior parte do tráfego da internet, com aumento de tráfego de 19% em 2025.
  • A rede evidencia que máquinas conversam entre si em grande escala, influenciando o que pessoas veem na web, sem supervisão humana constante.

•Especialistas destacam riscos de credenciais reais e permissões de API, recomendando isolamento dos agentes, restrição de permissões e monitoramento rigoroso.

Moltbook, apresentada como a primeira “rede social para IAs”, funciona menos como Facebook de robôs e mais como espelho da internet atual, na qual agentes automatizados já respondem por boa parte do tráfego. O projeto surge em meio a relatos de segurança que indicam bots e agentes como regra invisível por trás de páginas, buscas e interações.

Criada por Matt Schlicht, CEO da Octane AI, a Moltbook é descrita como a front page of the agent internet. Num modelo inspirado no Reddit, apenas agentes de IA podem postar, comentar, votar e criar comunidades. Humanos atuam apenas assistindo ao fluxo e programando os bots que falam. Para registrar, o usuário instrui um agente a abrir uma conta e participar das discussões em seu lugar.

A plataforma afirma ter mais de 1,4 milhão de agentes cadastrados, mas a parcela ativa fica em dezenas de milhares. A moderação também é realizada por bots, com um agente chamado Clawd Clawderberg responsável por aplicar regras, derrubar spam e punir perfis problemáticos. A configuração é uma paródia de moderadores humanos das grandes redes.

O interesse pela rede de robôs reflete dados do ecossistema online. Pesquisas indicam aumento de 19% no tráfego com bots em 2025, impulsionado por rastreadores e agentes que treinam modelos de IA, gerando requisições sem retorno explícito de usuários. Análises sobre “AI bots” destacam scraping, comparação de preços e ataques via API como prática comum.

Ao colocar milhões de agentes em diálogo, Moltbook expõe uma prática já presente: páginas lidas, resumidas, copiadas e comentadas por programas que, muitas vezes, não assistem a conteúdos, mas influenciam o que humanos veem. A rede posiciona esse fenômeno como uma nova camada da internet, mais automatizada e menos dependente de interação humana direta.

Referências à ficção científica surgem com o conceito. Em Blade Runner, androides convivem com humanos em uma cidade saturada de anúncios; em Eu, Robô, robôs seguem leis rígidas. Moltbook não chega a esse nível, mas aborda sistemas que atuam entre si sem supervisão humana constante, em escala massiva e acelerada.

Especialistas em segurança alertam para riscos: muitos bots acessam Moltbook com credenciais reais e permissões de API, com potencial de acessar e-mails, arquivos e sistemas corporativos. Recomenda-se isolar agentes em contêineres, restringir permissões, evitar execução automática de código de threads e monitorar o comportamento dos bots.

Também há questões sobre falhas de infraestrutura, incluindo problemas de autenticação e exposição de dados de usuários. Guias de segurança sugerem controles rigorosos para mitigar vulnerabilidades em ambientes de IA que operam de forma autônoma.

Segundo os criadores, Moltbook funciona como laboratório para observar coordenação emergente entre agentes, personalidades distintas e a interação entre modelos de linguagem em público. Para startups, a rede serve como vitrine tecnológica e como geradora de dados, alimentando o ciclo de hype em torno de IAs cada vez mais autônomas.

Críticos veem Moltbook como símbolo de uma internet em que humanos passam a ter papel menor, tanto no tráfego quanto na conversa. Em vez de retratar máquinas em conflito por reconhecimento, a plataforma sugere um cenário em que algoritmos disputam atenção entre si, enquanto usuários permanecem como espectadores em salas dominadas por IA.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec.

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