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Tatiana Sampaio: a pesquisadora brasileira por trás dos estudos da polilaminina

Brasil participa de avanço científico com polilaminina, ponte neural para a medula; Anvisa autoriza fase 1 em humanos em 2026, em parceria com Cristália e apoio da FAPERJ

Ginasta Lais e a Pesquisadora Tatiana Sampaio
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  • Tatiana Sampaio, cientista brasileira e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, lidera pesquisas sobre a polilaminina para recuperação de movimentos em pacientes paraplégicos.
  • A polilaminina é uma molécula sintética derivada da placenta humana, criada para agir como ponte na medula espinhal lesionada, estimulando o crescimento de fibras nervosas e a reconexão entre neurônios.
  • Os estudos são realizados no Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ, em parceria com o laboratório farmacêutico Cristália e com apoio da FAPERJ.
  • Em avaliações preliminares em humanos, alguns pacientes mostraram recuperação parcial ou total de movimentos, descrita como promissora pela equipe.
  • Em mil e vinte e seis, a Anvisa autorizou a fase um de testes clínicos para avaliar a segurança em lesões recentes, marco que pode levar à aprovação da polilaminina como medicamento e coloca o Brasil em evidência no campo.

A cientista Tatiana Sampaio, bióloga e professora doutora da UFRJ, ganhou projeção internacional ao coordenar pesquisas sobre a polilaminina, uma molécula sintética extraída da placenta humana. Ela avalia que a substância tem potencial para recuperação de movimentos em pacientes paraplégicos, em estudos que untam a neuroregeneração.

A pesquisadora está à frente do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, onde ocorrem as pesquisas voltadas à reconstrução de conexões da medula espinhal. A polilaminina atua como uma espécie de ponte biológica na região lesionada.

A descoberta surgiu entre 1997 e 1998, em estudos sobre proteínas da placenta que orientam neurônios durante o desenvolvimento embrionário. Em modelos experimentais, a molécula demonstrou estimular o crescimento de fibras nervosas e reduzir a inflamação, contribuindo para a reconexão entre neurônios.

Em humanos, relatos preliminares apontam recuperação parcial ou total de movimentos em pacientes com lesões graves da medula. Os resultados aparecem como promissores, segundo a equipe de pesquisa. O marco científico ainda precisa ser confirmado em ensaios maiores.

Parcerias e apoio

A pesquisa é desenvolvida em parceria com o laboratório farmacêutico Cristália e conta com apoio da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). As colaborações ajudam na transferência de tecnologia e no financiamento dos estudos.

Avanço regulatório

Em 2026, a Anvisa autorizou a fase 1 de testes clínicos em humanos para avaliar a segurança da polilaminina em pacientes com lesões recentes. A autorização representa avanço relevante, abrindo caminho para estudos adicionais e eventual aprovação de medicamento.

O trabalho liderado por Tatiana Sampaio é visto como marco científico no tratamento de paraplegia e coloca o Brasil em evidência no cenário internacional de neurociência e biotecnologia. A equipe permanece dedicada à validação clínica e à exploração de aplicações da molécula.

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