- O Brasil registrou 76 casos de intoxicação por metanol associada ao consumo de bebidas alcoólicas em 2025, com 25 óbitos; até 3 de fevereiro foram confirmados sete casos no ano e 13 em investigação.
- Em São Paulo, são 52 casos e 12 mortes confirmadas; quatro óbitos permanecem sob investigação e a vigilância orienta a comprar apenas de estabelecimentos regularizados.
- Pernambuco confirmou oito casos no estado, com cinco óbitos; Bahia teve nove casos e três mortes; Paraná encerrou com seis casos, incluindo três mortes; Mato Grosso teve seis casos e quatro mortes.
- No Rio de Janeiro, não houve casos ou mortes, mas houve atuação com o Laboratório Itinerante do Consumidor para testar bebidas em blocos e no Sambódromo; cerca de 26 litros de bebidas falsificadas foram apreendidos.
- Sinais de alerta incluem visão turva, dor abdominal, tontura e confusão mental; recomenda-se consumir apenas bebidas de procedência conhecida, com rótulo e lacre, e procurar atendimento médico diante de sintomas após o consumo.
O Carnaval volta a acender o alerta ligado ao consumo de bebidas alcoólicas, após casos de intoxicação por metanol em diferentes estados. Dados do Ministério da Saúde apontam 76 casos no Brasil em 2025, com 25 óbitos confirmados e oito em investigação. Até 3 de fevereiro, sete casos estavam confirmados e 13 eram investigados.
São Paulo concentra o maior número de ocorrências. A Secretaria de Estado da Saúde informou 52 casos confirmados, com 12 mortes até agora. Entre os falecimentos listados estão jovens e adultos de várias cidades da região metropolitana e interior, com quatro mortes ainda sob investigação em outras cidades.
A pasta estadual reforça a necessidade de adquirir bebidas apenas em estabelecimentos regularizados, verificar procedência e evitar itens de origem duvidosa. O Centro de Vigilância Sanitária coordena ações com as Vigilâncias Sanitárias Municipais para inspeções de bares, ambulantes e estabelecimentos que vendem bebidas.
Ações e recomendações
O CVS orienta que bares e empresas atuem com rigor na verificação de rótulos, lacres de segurança e certificações fiscais. A população é aconselhada a buscar bebidas de fabricantes legalizados e evitar garrafas sem identificação clara.
Pernambuco confirmou oito casos de intoxicação, com cinco óbitos entre outubro e novembro de 2025. A Apevisa realiza mais de 500 inspeções previstas para checagem de armazenamento e validade de bebidas, além de fiscalizar bares e comércio ambulante.
Na Bahia, foram registrados nove casos, com três mortes. A Sesab informou reforço no estoque de antídoto e pediu aos município fiscalização maior sobre a venda de destilados.
O Paraná encerrou a Sala de Situação sobre o tema em novembro de 2025, com seis casos confirmados, três dos quais resultaram em mortes. Mato Grosso também intensificou a vigilância, registrando seis casos e quatro óbitos entre novembro e dezembro de 2025.
Laboratório móvel no Rio de Janeiro monitora blocos e o Sambódromo, mesmo sem notificações locais de metanol. O Procon realizou fiscalizações com o suporte de um laboratório itinerante, que testou centenas de amostras de bebidas.
Sinais de alerta e orientação médica
Casos de metanol costumam apresentar dor abdominal, sonolência, tontura e confusão em até seis horas após o consumo. Entre 6 e 24 horas, há visão turva, fotofobia e possível perda de visão. Sintomas graves podem evoluir para coma e falência renal.
Especialistas destacam que o metanol é tóxico e, diferentemente do etanol, gera acidose metabólica grave. Caso haja qualquer sinal após beber, o atendimento médico deve ser buscado sem esperar confirmação de teste.
Para prevenção, a orientação é consumir apenas bebidas de procedência conhecida, evitar rótulos diluídos ou garrafas não lacradas e, ao apresentar sintomas, procurar rapidamente uma unidade de saúde.
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