- Rhiannon Wolff é supervisora de hoofstock (animais com cascos) no Marwell Zoo, cuidando de espécies como girafas, zebras, rinocerontes brancos, anta, porcos-da-rio vermelho e porcos-cerdas-sarnadas de Visayan.
- Przewalski’s horses são uma de suas favoritas; duas fêmeas, Shara e Togs, viajaram do zoológico em 22 de janeiro para retornar à natureza no Cazaquistão, já chegando a Berlim na primeira etapa.
- O Marwell participa de ações internacionais de conservação, já tendo reintroduzido ursos-horn-horn (orix) na natureza; o grupo atual de Przewalski’s horses no zoológico é composto por sete fêmeas, com plano de obter um garanhão.
- Dentre as atividades diárias estão limpeza, enriquecimento nutricional, registro de dados, observação de comportamento, coleta de fezes, monitoramento de cercas e treinamento de animais para procedimentos como radiografias, com eles acordando para colaborar.
- Wolff afirma que é um privilégio trabalhar com tantas espécies e que a interação com cavalos selvagens é especialmente marcante, apesar de ser triste quando eles deixam o zoo.
Dois cavalos Przewalski, fêmeas, deixaram o Marwell Zoo, no condado de Hampshire, em 22 de janeiro para retornar à natureza, em território de Cazaquistão. A viagem incluiu passagem por Berlim, marcando a primeira etapa de um programa de reintrodução.
Rhiannon Wolff atua como cuidadora de hoofstock no Marwell Zoo, cuidando de tudo que tenha casco, de girafas a zebras, bem como rinocerontes brancos, tapires e porcos da região Visayan. Ela integra a equipe responsável pela conservação de espécies.
Antes de trabalhar no Marwell, Wolff estudou gestão de zoológicos e fez estágio não remunerado no Chester Zoo. Em 2020 mudou-se para a instituição, inicialmente por licença maternidade, e não saiu mais.
Conservação e reintrodução
As Przewalski’s horses são vistas como parte de um esforço internacional para evitar a extinção. A variedade moderna deriva de apenas 12 indivíduos mantidos em cativeiro quando a população selvagem ficou extinta.
A equipe do Marwell destaca a complexidade do manejo social dessas espécies, que podem reagir de forma imprevisível. Mesmo diante de adversidades, a interação entre humanos e animais é monitorada com cuidado.
Wolff revela que mantém vínculo com as éguas Shara e Togs desde o nascimento. As fêmeas deixaram o zoológico para avançar no processo de retorno ao habitat natural.
Situação atual e próximos passos
No grupo de Przewalski’s no Marwell há sete fêmeas que permanecem sob cuidado humano. A instituição planeja a chegada de um garanhão para ampliar o plantel e fortalecer a reprodução.
Para a equipe, trabalhar com esses animais é uma experiência marcante, que confirma o papel do zoológico na conservação global. O foco permanece na proteção e na reintrodução responsável.
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