- Em 2025, o mundo está entre os três anos mais quentes já registrados, com temperaturas acima da média pré‑industrial e dados de várias agências apontando aceleração do aquecimento.
- Emissões de dióxido de carbono de combustíveis fósseis devem alcançar 38,1 bilhões de toneladas em 2025, com aumento de 1,1% no próximo ano, empurrando as concentrações atmosféricas de CO₂ a cerca de 52% acima dos níveis pré‑industriais.
- A diferença entre emissões e metas climáticas permanece ampla, com estimativa de que resta apenas cerca de 170 bilhões de toneladas de CO₂ para manter o aquecimento abaixo de 1,5 °C.
- Temperaturas: 2025 fica a 1,44 °C acima dos níveis pré‑industriais segundo a Organização Meteorológica Mundial, enquanto dados da agência espacial NASA relatam 2025 a 1,19 °C acima da média de 1951–1980.
- Ártico e oceanos mostram sinais de aquecimento intenso: 2024/2025 foi o período mais quente desde 1900, a extensão de gelo marinho do Ártico atingiu o mínimo de inverno já registrado, e os oceanos armazenaram calor recorde, com subidas de nível do mar previstas pela comunidade científica.
O Brasil e o mundo enfrentam sinais cada vez mais firmes de aquecimento. Dez anos após o Acordo de Paris, dados climáticos recentes apontam alta acelerada da temperatura, com 2025 entre os três anos mais quentes já registrados, e episódios de queda de gelo, aquecimento oceânico e elevação do nível do mar se tornando mais comuns.
Mesmo com esforços para reduzir combustíveis fósseis, o mundo não está avançando no ritmo necessário. Relatórios de agências científicas de referência indicam aquecimento acentuado desde meados dos anos 2010, acentuando a distância para as metas climáticas.
Emissões: uma lacuna que se amplia
A Rede Global de Observação da Atmosfera da WMO aponta recordes de CO2, metano e óxido nitroso, impulsionando a curva de temperatura entre 2023 e 2025. Emissões globais de CO2 de combustíveis fósseis devem chegar a 38,1 bilhões de toneladas em 2025.
O Global Carbon Budget estima alta de 1,1% nas emissões de 2026, aumentando as concentrações atmosféricas de CO2 para cerca de 52% acima dos níveis pré-industriais. Praticamente não há espaço para mais 170 bilhões de toneladas de CO2 sem comprometer 1,5°C.
Tratos regionais são divergentes: aumentos esperados na China, Índia, EUA e União Europeia, com queda prevista no Japão. O mapa divulgado mostra as emissões por país em 2024, tanto por produção quanto por consumo.
Temperaturas: uma década de aceleração
O GISS da NASA aponta 2025 a 1,19°C acima da média de 1951-1980, emparelhando 2023 como um dos anos mais quentes já registrados. A WMO indica 2025 a 1,44°C acima dos níveis pré-industriais, posicionando-o entre os três mais quentes de toda a série histórica.
As informações são apresentadas com mapas de anomalias de temperatura superficial em 2025, destacando o ganho térmico global e seus padrões regionais.
Ártico: rápido colapso da calotas de gelo
O Arctic Report Card da NOAA confirma que o período outubro de 2024 a setembro de 2025 foi o mais quente desde 1900, com o Ártico aquecendo mais de duas vezes a velocidade do planeta como um todo. A extensão de gelo marinho atingiu o mínimo de inverno mais baixo já registrado, em março de 2025, em cerca de 14,47 milhões de km².
Mapa de 2015 a 2025 ilustra a redução do gelo ártico ao longo da década, evidenciando vulnerabilidade da região.
Oceanos: calor acumulado e nível do mar em ascensão
Os oceanos absorveram quantidades recordes de calor em 2025, marcando novo máximo de conteúdo de calor na camada superior. O nível do mar continua a subir, com projeção do IPCC de aumento entre 0,20 e 0,29 metro até 2050, em relação ao período 1995-2014.
Mapa mostra algumas das cidades mais expostas ao aumento do nível do mar, reforçando o risco de inundações costeiras e impactos urbanísticos.
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