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Toxina da rã-dardo ataca o sistema nervoso e pode ser letal mesmo em dose ínfima

Epibatidina, toxina da rã-dardo ecuatoriana, ataca o sistema nervoso e é letal em dose ínfima; investigação europeia aponta responsabilidade russa no caso Navalni

La rana dardo de Ecuador secreta en su piel la epibatidina, un alcaloide que funciona como mecanismo de defensa y es altamente letal.
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  • Cinco países europeus afirmaram, em comunicado conjunto, que a epibatidina — toxina presente na pele da rã-dardo do Equador — foi encontrada no corpo de Alexéi Navalni, morto em 16 de fevereiro de 2024 durante hospedagem numa penitenciária na Sibéria.
  • A epibatidina é um alcaloide extremamente potente, natural na região, mas também pode ser sintetizada em laboratórios de alta tecnologia, sendo até 200 vezes mais potente que a morfina.
  • A substância atua no sistema nervoso, principalmente em receptores nicotínicos, provocando paralisia por overstimulação, além de hipertensão, convulsões e possível parada respiratória; é letal em doses ínfimas.
  • A investigação aponta que apenas o Estado russo teria meios, motivação e oportunidade para usar a toxina contra Navalni; o Kremlin nega as acusações.
  • A produção da toxina requer laboratórios altamente qualificados; não ocorre naturalmente em Rússia e só há possibilidade de obtenção por meio de síntese química em ambientes controlados.

Navalni morreu aos 47 anos em prisão Siberiana, após intoxicação causada pela epibatidina, substância presente na pele da rã-dardo do Equador. A morte ocorreu em 16 de fevereiro de 2024, durante a detenção, em uma colônia penal.

A epibatidina é um alcaloide extremamente potente, produzido naturalmente pela rã-dardo e, em condições modernas, também pode ser sintetizada em laboratórios de alta tecnologia. A substância é até 200 vezes mais potente que a morfina e atua no sistema nervoso, provocando paralisia e falência respiratória em doses mínimas.

Cinco países europeus — Reino Unido, França, Alemanha, Países Baixos e Suécia — afirmaram, após investigações e análises de laboratório, ter encontrado vestígios da toxina no corpo de Navalni. O comunicado conjunto aponta o Estado russo como responsável, sem esclarecer como a substância teria chegado aos inidícios de Navalni. O Kremlin negou as acusações.

Sobre a epibatidina e como ela atua

Segundo a professora Ana Isabel Morales, toxicóloga da Universidade de Salamanca, a rã-dardo é muito pequena, mas letal. A epibatidina atua principalmente em receptores nicotínicos, provocando paralisia por hiperestimulação e interrompendo a comunicação entre nervos e músculos. Pode causar hipertensão, convulsões e parada respiratória.

A substância pode ser administrada por injeção, por ingestão ou pela pele, com eficácia variando conforme o modo de aplicação. Em ambientes laboratoriais, a proteção e a manipulação requerem alto nível de qualificação e biossegurança.

Contexto e desdobramentos

A dificuldade de obter a toxina em condições naturais é reconhecida pelos especialistas. A produção depende de síntese química avançada, não apenas da extração da rã em cativeiro. Pesquisadores destacam que o uso clínico da epibatidina é inviável devido à sua alta toxicidade, apesar de estudos sobre propriedades analgésicas.

A morte de Navalni já havia motivado acusações internacionais de envenenamento. A viúva do opositor, Yulia Navalnaya, já havia indicado que amostras biológicas estavam sob investigação em laboratórios fora da Rússia. As informações sobre a origem da substância permanecem sem esclarecimento oficial.

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