- A população de focas-elefantes-do-sul em África do Sul subiu de “quase ameaçada” para “preocupação menor” com avaliação de 2025, indicando ausência de ameaças graves às colônias reprodutivas.
- As focas são nativas de ilhas subantárticas da África do Sul (Ilha Marion e Ilha príncipe-eduardo) e criam nelas, com algumas migrando entre as populações para manter diversidade genética.
- O estudo aponta que não há grandes ameaças nas últimas quatro décadas às colônias terrestres dessas ilhas, contribuindo para o aumento do número de indivíduos.
- O recenseamento mostra que a população de Marion Island e Prince Edward Island cresceu de cerca de 3 mil em 2016 para aproximadamente 5.500 em 2023.
- A avaliação faz parte de uma colaboração entre a Endangered Wildlife Trust e o Instituto Nacional de Biodiversidade da África do Sul, envolvendo 163 pesquisadores de 40 instituições, para atualizar o status de 336 mamíferos nativos da região.
A população de elefantes-marelos do sul, em África do Sul, teve melhora no status de conservação, passando de quase ameaçada a menos preocupante. O relatório recente aponta ausência de ameaças graves às colônias de reprodução nas ilhas Marion e Prince Edward.
As duas ilhas são território nacional sul-africano e abrigam as áreas de nidificação dos elefantes-marreiros. Embora as colônias sejam distintas, há movimentação entre elas, o que favorece o fluxo gênico da espécie.
Contexto regional e atualização
O novo Mammal Red List for Southern Africa, de 2025, indica que nenhuma ameaça significativa atingiu as colônias terrestres das ilhas nos últimos 40 anos, contribuindo para o aumento do efetivo populacional. A avaliação envolveu a parceria entre o Endangered Wildlife Trust e a SANBI, reunindo 163 pesquisadores de 40 instituições para revisar 336 espécies nativas da região.
Entre os dados, o estudo aponta que 20% das 336 espécies estão ameaçadas de extinção e 11% são near threatened. Dentre as 67 espécies endêmicas, 29 correm risco de extinção. Além dos elefantes-marreiros, houve melhoria no estatuto de dois mamíferos nativos: a antílope-muçunha e a zebra-da-montanha de Hartmann.
Perspectivas de recuperação e causas históricas
Entre 1986 e 1994, a população de Marion Island caiu 37% por motivos não totalmente entendidos, com hipóteses ligadas à disponibilidade de presas. Em termos de números, a estimativa de 2016 apontava cerca de 3.000 indivíduos para Marion e Prince Edward; o levantamento mais recente aponta aproximadamente 5.500 indivíduos em 2023.
Os autores destacam que não há grandes ameaças capazes de provocar queda rápida na população. A conservação, aliada a áreas protegidas, é apontada como fator central para a recuperação. A proteção de habitats e a legislação ambiental marinha contribuem para o cenário positivo atual.
Opiniões de especialistas e próximos passos
A pesquisadora Tamanna Patel, coordenadora do Mammal Red List, afirma que a recuperação é específica de cada população, beneficiada por proteção robusta nas ilhas, que integram uma área marinha protegida. Ela ressalta a necessidade de monitoramento contínuo e de mais pesquisas para entender as causas históricas da queda e os efeitos de mudanças climáticas na disponibilidade de alimento.
O pesquisador Nic Rawlence, da Universidade de Otago, aponta que as populações mostram resiliência diante de variações climáticas e humanas, e ressalta a importância de estudos multicountry para orientar estratégias de gestão baseadas em evidências no presente e no futuro.
Entre na conversa da comunidade