- Tatiana Sampaio, bióloga da UFRJ, lidera há quase três décadas a pesquisa com a polilaminina, molécula criada a partir da laminina para reparar neurônios.
- A polilaminina foi testada em oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos, com recuperação de movimentos em seis deles; um dos voluntários voltou a andar sozinho.
- Em janeiro de dois mil e vinte e seis, a Anvisa autorizou o início de estudo clínico para avaliar a segurança do medicamento em lesões da medula, em cinco pacientes voluntários.
- Em dezembro de dois mil e vinte e três, a descoberta rendeu à UFRJ royalties de R$ três milhões, o maior valor já registrado pela instituição, dividido entre os inventores, a universidade e o instituto de ciências biomédicas.
- A pesquisa conta com parceria com o laboratório Cristália e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (FAPERJ).
Tatiana Sampaio, pesquisadora da UFRJ, atua há quase 30 anos na polilaminina, uma molécula criada em laboratório a partir da laminina humana. O objetivo é reverter lesões da medula espinhal e devolver movimentos aos pacientes.
A polilaminina foi desenvolvida no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. A partir da placenta humana, a molécula pode favorecer a reconexão neural e a recuperação de capacidades motoras em indivíduos com danos na medula.
A pesquisadora coordenou o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular desde 1998. O trabalho gerou uma aplicação que já foi testada em oito pacientes, com recuperação de movimentos em seis casos.
Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o início do estudo clínico de segurança da polilaminina. A primeira fase envolve cinco voluntários, avaliando tolerabilidade e riscos do tratamento.
Segundo a Agência Brasil, a descoberta gerou royalties de R$ 3 milhões para a UFRJ em dezembro de 2023, distribuídos entre inventores, universidade e o instituto. O montante marcou recorde na instituição.
A UFRJ atua em parceria com o laboratório Cristália e conta com apoio da FAPERJ para a pesquisa e o desenvolvimento da polilaminina. A colaboração busca avançar estudos clínicos e tecnológicos.
Além da linha com a polilaminina, Tatiana Sampaio dirige estudos em cães para avaliar efeitos em lesões crônicas. Ela também atua como sócia e consultora científica da empresa Cellen, voltada a células-tronco veterinárias.
Entre na conversa da comunidade