- Ao menos oito esquiadores morreram e mais um está desaparecido após um avalanche na Califórnia, em meio ao pico da temporada de esportes de inverno.
- Na Europa, a temporada de neve intensa elevou o número de fatalidades nas Alpes, com várias tempestades em uma semana e avisos de avalanche em grande parte da região.
- Três britânicos estão entre as dezenas de mortos nesta temporada nas áreas alpinas.
- Especialistas apontam fatores como ciclos de seca seguidos de muita neve e camadas fracas de neve, além de maior participação de praticantes off-piste, como contribuintes para o risco.
- Resorts adotam medidas de segurança, como fechamento de pistas, blastagem de avalanche em vias sinalizadas, uso de guias e equipamentos obrigatórios (transponder, Pá e sonda) para quem encara áreas fora das trilhas.
A temporada de nevascas voltou às manchetes após um incidente mortal na Califórnia, na terça-feira, em que oito esquiadores morreram e mais um estava desaparecido. O ocorrido ocorreu durante a temporada de pistas abertas, em uma região já marcada por condições desafiadoras. Ainda não há informações definitivas sobre as causas.
Em paralelo, a situação nos Alpes europeus acumula relatos de mais vítimas do que a média histórica, com várias tempestades em uma semana e grande volume de neve somado a ventos fortes. Três britânicos estão entre as dezenas de mortos neste início de temporada.
Situação na Califórnia
A Califórnia viveu um período de queda de neve após uma seca prolongada. Especialistas dizem que o fenômeno pode gerar intensa neve nova que não se liga à camada antiga, aumentando o risco de avalanche, especialmente em áreas sem proteção adequada. O estado acompanha os desdobramentos com atenção.
A região permanece sob vigilância, com equipes de resgate mobilizadas e autoridades buscando confirmar o paradeiro de uma pessoa. As condições climáticas locais não foram descritas como excepcionais, mas contribuíram para uma massa de neve instável.
Eventos nos Alpes
Na Europa, a soma de fortes tempestades e ventos elevou os níveis de alerta para avalanche em uma área significativamente maior do que o normal. A depressão ajudou a criar camadas de neve frágil, com muitas áreas de risco elevado mantidas por semanas.
Entrevistas com guias de montanha e operadores de resorts indicam mudança no comportamento de parte dos praticantes, com maior prática de off-piste. Em várias estações, isso elevou a exposição ao risco, ainda que as pistas demarcadas recebam monitoramento especial.
Limites e medidas de segurança
Estâncias de referência explicam que as pistas sinalizadas costumam receber explosões preventivas de avalanche e, quando necessário, podem fechar trechos. Mesmo assim, não existe risco zero, e permanecer atento é recomendado.
Em Tignes e Val d’Isère, houve lockdown em função da ameaça de avalanche, obrigando moradores e turistas a permanecerem em áreas fechadas. La Plagne intensificou a orientação sobre equipamentos de segurança, uso de guias e a importância de viajar acompanhado.
Caminhos para gestão do risco
Especialistas apontam que o aquecimento global pode intensificar padrões de precipitação e, em períodos de neve úmida, aumentar a periculosidade das avalanches. Dados de centros de pesquisa destacam que a neve úmida tende a ser mais imprevisível e difícil de prever.
Profissionais destacam quatro fatores que alteram a dinâmica das avalanches: variação entre períodos de seca e precipitação, a própria chuva, neve mais úmida e neve que tende a derreter. A combinação dessas condições eleva a necessidade de monitoramento contínuo.
Entre na conversa da comunidade