- Fóssil MOR 1627, crânio quase completo de edmontossauro, encontrado em Montana e descrito na PeerJ, mostra dente de tiranossauro incrustado no focinho.
- Dente, com cerca de 2,2 centímetros de altura preservada, penetrou o osso nasal em ângulo inclinado; a ausência de cicatrização indica morte da presa na mordida.
- Tiranossauro responsável tinha crânio entre 86 centímetros e 1,12 metro e peso acima de 1,8 tonelada, possivelmente próximo de seis toneladas.
- O crânio apresenta pelo menos 23 marcas de mordida, sugerindo que o predador também consumiu parte da carne após a morte da presa.
- Evidência reforça a visão de que o tiranossauro era um predador ativo, não apenas necrófago, seguindo padrões de ataque a focinho para imobilizar a presa.
Um fósseis de Edmontossauro com um dente de Tiranossauro incrustado no focinho mostra a estratégia de caça dos T-Rex há cerca de 66 milhões de anos, no final do Cretáceo. O achado, feito em Montana, foi descrito na PeerJ.
O crânio quase completo de MOR 1627, encontrado em 2005 na Formação Hell Creek, preserva o ataque de um tiranossauro a um edmontossauro adulto. O dente ficou preso na cavidade nasal do herbívoro e não houve sinal de cicatrização.
O que o dente revela
Tomografias mostraram que o dente de 2,2 cm de altura penetrou o osso em ângulo, permanecendo estável por milhões de anos. A ausência de cicatrização indica que o edmontossauro morreu na mordida ou pouco depois.
O crânio também apresenta ao menos 23 marcas de mordida, provavelmente ligadas aos músculos da mandíbula. Isso sugere que o tiranossauro consumiu parte da carne após a morte do animal.
Implicações para o comportamento do T-Rex
O dente apontado para o focinho indica ataque frontal para imobilizar ou esmagar a presa. Tal padrão é compatível com predação ativa, não apenas com necrófaga, segundo os autores.
O estudo reforça que o T-Rex era predador ativo, com mordidas fortes que deixavam evidências duráveis no fósseis. O fósseo mostra ainda que a carcaça foi abandonada após o consumo parcial.
O crânio mantido relativamente intacto sugere abandono do restante do corpo após o ataque, possivelmente por competição ou escolha de partes mais nutritivas. Os autores sinalizam que o comportamento foi consistente com predadores de grande porte.
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