- Em 2019, Kraków proibiu a queima de carvão e madeira em aquecedores domésticos, com subsídios para a troca por opções mais limpas.
- A redução da fuligem (carbono negro) desde então, segundo o European Clean Air Centre, salvou 5.897 vidas ao longo de uma década.
- Em 2018 houve 17% menos casos de asma e 28% menos de rinite alérgica em crianças em comparação com 2008.
- A mudança gerou consenso político e impulsionou políticas anti-poluição em outras cidades da Polônia.
- Em 2024 Kraków registrou zero breaches de daily limits para benzo(a)pireno e prepara-se para uma zona de baixas emissões que deve reduzir ainda mais a poluição.
Kraków deixou de ser conhecida apenas pela sua história para ser exemplo de política pública de qualidade do ar. A cidade zerou, em parte, o uso de carvão e madeira para aquecimento doméstico desde 2019, com subsídios para migrar a formas mais limpas de aquecimento. A queda na emissão de fuligem é estimada em milhares de vidas salvas ao longo de uma década.
Pesquisadores ligados à Jagiellonian University Medical College associam a mudança a melhorias na saúde pulmonar. Entre 2018 e 2008, houve 17% menos casos de asma e 28% menos de rinite alérgica em crianças, segundo estudo citado pelo Guardian. A avaliação sobre mortes precoces é atribuída ao European Clean Air Centre.
O impacto da medida e o papel da sociedade
Anna Dworakowska, diretora da Polish Smog Alert, destaca a redução de dias com concentrações excessivas de particulados em Kraków, de cerca de 150 para 30 por ano. A instituição iniciou a mobilização que levou a políticas a nível nacional.
Łukasz Adamkiewicz, presidente do European Clean Air Centre, atribui o sucesso a um consenso político entre diferentes espectros. A ação local influenciou políticas de outras cidades polonesas, com pressão de ativistas e cidadãos por ar mais limpo.
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