- A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao STF autorização para sessões regulares de Estímulo Elétrico Craniano (CES), em formato de neuromodulação não invasiva, dentro da prisão.
- O tratamento, conduzido pelo psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado, seria complemento às medicações já usadas para tratar multimorbidades.
- As avaliações indicam que a técnica visa regular a atividade neurofisiológica central, reduzir ansiedade, depressão e soluços por meio de ondas alfa e produção de serotonina.
- Bolsonaro já teria passado pelo tratamento em internação de abril de 2025, com melhora expressiva no Índice de Adaptação Humana (IAH), de 18,75% para 95% após oito sessões.
- A defesa classifica o procedimento como de baixo risco e não medicamentoso, recomendando acompanhamento contínuo e, preferencialmente, ao final do dia para favorecer o repouso.
O pedido foi protocolado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para autorizar sessões regulares de Estímulo Elétrico Craniano (CES) na prisão. A defesa afirma que a neuromodulação não invasiva é necessária como complemento às medicações usadas no tratamento de multimorbidade.
O tratamento seria conduzido pelo psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado. Segundo os laudos anexados, o protocolo visa reduzir ansiedade, depressão e soluços por meio da regulação da atividade neurofisiológica central.
Objetivo
O CES busca modular o Sistema Nervoso Autônomo, responsável por funções involuntárias. O SNS prepara o corpo para a ação, enquanto o PNS favorece o relaxamento. A técnica prometida é reduzir hiperatividades límbica e simpática.
No documento, a defesa sustenta que a prática induz respostas parassimpáticas que ajudam no controle do estresse e da irritabilidade. Bolsonaro teria apresentado melhora observável nos soluços de origem autonômica.
Resultados clínicos apresentados
A defesa informou que o tratamento já ocorreu durante internação em abril de 2025, com melhoria no estado de saúde. Os laudos mencionam o Índice de Adaptação Humana (IAH) como medida de resposta.
A primeira medição apontou IAH de 18,75%, considerado baixa adaptação. Após oito sessões consecutivas, o índice subiu para 95%, segundo o laudo, indicando alta melhoria na estabilidade emocional e na resposta ao estresse.
Segurança e acompanhamento
O tratamento é descrito como complementar e não medicamentoso, com baixo potencial de efeitos colaterais. A petição recomenda acompanhamento contínuo, com preferências para o final do dia para favorecer o repouso noturno.
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