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Cuba acusa seis exilados de terrorismo em ataque com lancha

Procuradores cubanos acusam seis exilados de terrorismo por ataque em lancha que entrou em águas cubanas, deixando quatro cubanos mortos e seis feridos; detidos preventivamente

Scenes from Santa Clara following an armed incident involving a Florida-registered speedboat and a Cuban patrol
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  • Procuradores cubanos formalizaram a acusação de crimes de terrorismo contra seis pessoas e determinaram a detenção pré-julgamento, relacionada ao episódio da semana passada em que forças cubanas mataram quatro nacionais cubanos e feriram seis a bordo de uma lancha que entrou em águas cubanas.
  • Alega-se que os exilados vieram dos Estados Unidos com a intenção de semear o caos e atacar unidades militares na ilha. Imagens exibiram armamentos apreendidos, incluindo quase treze mil tiros, treze rifles e onze pistolas.
  • As forças cubanas afirmaram ter iniciado o fogo após o encontro com a embarcação, e disseram ter capturado os seis sobreviventes. O estado de saúde dos feridos não foi atualizado.
  • Segundo o órgão, os acusados enfrentam várias acusações, com penas que vão de dez a quinze anos por delitos menores a vinte a trinta anos, ou até a pena de morte, em caso de crimes mais graves.
  • A tensão entre EUA e Cuba persiste, com Washington suspenso o refino de petróleo à ilha e pedindo mudanças políticas e econômicas; autoridades americanas expressaram ceticismo sobre a versão cubana.

Após o ataque a uma embarcação de patrulha cubana, o Ministério Público de Cuba formalizou nesta terça-feira a acusação contra seis estrangeiros exilados, sob a acusação de crimes de terrorismo, com prisão preventiva decretada até o julgamento. O episódio ocorreu na semana anterior, quando uma lancha entrou em águas cubanas, resultando na morte de quatro cubanos e ferimentos em outras seis pessoas.

A informação foi divulgada pela própria Interior de Cuba, que afirmou que os exilados teriam aberto fogo contra a embarcação de guarda fronteiriça, chegando à ilha com a intenção de provocar caos e atacar unidades militares. Segundo as autoridades, as forças cubanas responderam ao ataque e prenderam os seis sobreviventes.

Não houve atualização oficial sobre o estado de saúde dos detidos feridos, nem sobre seu paradeiro, em meio a tensões com os Estados Unidos. Washington interrompeu quase totalmente o fornecimento de petróleo ao país e pediu mudanças políticas e econômicas.

Cuba mostrou, em programa televisivo, o armamento apreendido, com quase 13 mil munições, 13 rifles e 11 pistolas. As imagens exibiram os veículos atacados, com buracos de bala comprovando o confronto a uma distância de cerca de 20 metros.

De acordo com o Ministério Público, pelo menos dois dos seis detidos teriam já constado de listas de pessoas acusadas de terrorismo. O procurador Edward Robert Campbell informou que os acusados podem responder a várias acusações ligadas a atos terroristas.

Caso condenados, os vereditos podem prever penas entre 10 e 15 anos para ofensas menos graves, e entre 20 e 30 anos, ou até a pena de morte, para as acusações mais graves, segundo Campbell. Políticos americanos questionaram a versão cubana, pedindo investigações independentes. O secretário de Estado Marco Rubio reiterou que não houve envolvimento de funcionários dos EUA.

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