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De estudante a Junglekeeper na Amazônia: entrevista com Paul Rosolie

Junglekeepers protege 47.000 hectares da bacia Las Piedras e visa chegar a 121.000 hectares para virar parque nacional, enfrentando narcos e riscos para comunidades indígenas

Paul Rosolie has had a career unlike any other. First traveling to the Peruvian Amazon at the age of 18, Rosolie partnered with Juan Julio Durand, a local member of the Infierno Indigenous group. Together, the pair explored the primeval forest of the Las Piedras River, a tributary of the Amazon River and a place little seen by outsiders.
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  • Paul Rosolie relata a trajetória de 18 anos até cofundar a organização Junglekeepers, dedicada a proteger parte da bacia Las Piedras, afluente do Amazonas.
  • A iniciativa já protege 47 mil hectares e pretende chegar a 121 mil hectares, com a meta de transformar a área em parque nacional.
  • O trabalho envolve comunidades indígenas locais, manejo de terras antes do desmatamento e uso de rangers para substituição de atividades de logging e garimpo ilegal.
  • O grupo enfrenta desafios como traficantes de drogas que atuam na região, exigindo maior cooperação com as autoridades peruanas para segurança.
  • O livro Junglekeepers: What it Takes to Change the World acompanha a evolução de Rosolie, incluindo encontros com tribos não contatadas e as dificuldades pessoais e profissionais ao longo do caminho.

Paul Rosolie relata a trajetória de estudante a líder de Junglekeepers, organização que atua na proteção do trecho oeste da Amazônia. A narrativa acompanha a parceria com o indígena Juan Julio Durand, iniciada aos 18 anos, na região de Las Piedras, afluente do rio Amazonas, ainda pouco explorada.

“Junglekeepers” é também o título do livro que acompanha a percursoosa história de Rosolie, desde o início da atuação até a gestão de um nonprofit milionário voltado à preservação. A obra chegou à lista de best-sellers do The New York Times, segundo o próprio Rosolie.

A ideia central é proteger parte da floresta primária, mantendo comunidades indígenas sob gestão local. A organização já protege 47 mil hectares da bacia de Las Piedras e busca ampliar para cerca de 121 mil hectares, visando transformar a área em parque nacional.

Desafios e ameaças

O empreendimento enfrenta dificuldades logísticas, éticas e políticas. O texto aborda a convivência com povos isolados, o respeito às práticas locais e os riscos de grupos ligados ao tráfico de drogas que atuam na região, elevando a tensão e colocando em risco a vida de lideranças e comunidades.

Rosolie destaca que a parceria com autoridades peruanas aumentou a capacidade de combate ao narcotráfico. A atuação conjunta envolve apoio logístico e informações de campo, além de ações de fiscalização para frear a pressão de garimpos e madeiras ilegais.

Perguntas sobre povos isolados

O livro traz debates sobre tribos sem contato direto, como os Nomoles, também chamados de Mashco Piro. A discussão envolve dilemas éticos e humanitários sobre como proceder diante de contatos com culturas que vivem na floresta. A abordagem busca equilibrar proteção da floresta e respeito às decisões das próprias comunidades.

Rosolie ressalta que o objetivo é proteger a terra e reduzir riscos para as populações locais. Em paralelo, aponta que a presença de traficantes representa uma ameaça real, com relatos de violência contra integrantes da equipe e de agentes de policiamento.

Impacto e perspectivas

Hoje, a Junglekeepers mantém o foco na proteção de ecossistemas e na cooperação com comunidades, buscando ampliar áreas protegidas e consolidar um modelo de conservação que envolva moradores locais. O trabalho é apresentado como uma resposta de longo prazo a pressões de desmatamento e exploração.

Rosolie afirma que o segredo do avanço está na persistência, na cooperação com parceiros e na capacidade de adaptar estratégias ao cenário regional. O negócio de conservação, segundo ele, depende de engajamento contínuo e de resultados tangíveis para ampliar o apoio público.

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