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Mpox: 16 perguntas e respostas para entender a doença

Brasil tem 62 casos de mpox em 2026, com vacinação pelo SUS e sem mortes até o momento

Imagem do Micrografia eletrônica de transmissão colorizada de partículas do vírus mpox (verde) encontradas em células VERO E6 infectadas (magenta). As partículas virais estão em vários estágios de maturação, o que explica as diferenças de forma.
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  • O surto global de mpox começou em maio de 2022, atingindo 144 países e levando a ações da Organização Mundial da Saúde ao longo de 2022 e 2024.
  • Em 2026, até 31 de janeiro, foram confirmados 1.334 casos em 50 países, com três mortes; o número real pode ser maior.
  • No Brasil, até 20 de fevereiro de 2026, pelo menos 62 casos foram confirmados; a maioria apresenta quadros leves a moderados e não houve mortes até então.
  • Existe vacina contra mpox, originalmente desenvolvida para varíola; no SUS, a aplicação ocorre para prevenção ou pós‑exposição conforme critérios técnicos.
  • A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com lesões ou fluidos, não é exclusiva de natureza sexual; medidas de proteção incluem evitar contato com lesões e uso de proteção em cuidadores.

No cenário global, a mpox, causada pelo vírus MPXV, acompanha a saúde pública há décadas. O primeiro caso humano ocorreu em 1970, na República Democrática do Congo, e desde então a doença permaneceu endêmica em partes da África. Profissionais de saúde monitoram sua circulação e variantes.

O surto mais amplo começou em maio de 2022, quando casos surgiram em 144 países. A transmissão ocorreu principalmente entre pessoas, por contato próximo com lesões, fluidos ou objetos contaminados. A OMS declarou Emergência de Saúde Pública duas vezes, em 2022 e 2024, com encerramento da segunda em 2025.

Panorama global até 2026

Até 31 de janeiro de 2026, a mpox já havia sido confirmada em 50 países, com 1.334 casos e três mortes. O registro pode subestimar a realidade, devido a testes e notificações variáveis. A circulação de novas variantes mantém a vigilância de autoridades internacionais.

Situação no Brasil em 2026

No Brasil, até 20 de fevereiro de 2026, pelo menos 62 casos foram diagnosticados. A maioria das ocorrências tem sido leve ou moderada, sem mortes registradas no ano. As autoridades ressaltam a importância da notificação rápida e do acompanhamento médico.

Sintomas, diagnóstico e evolução

Sintomas iniciais comuns incluem febre, dor de cabeça, cansaço e linfonomegalia. Lesões aparecem após alguns dias e evoluem de manchas a bolhas, crostas e cicatrização. Em casos graves, há risco de alterações cutâneas e, se atingirem os olhos, pode ocorrer cegueira.

O diagnóstico é laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético, a partir de amostras de lesões ou crostas. A notificação de casos é obrigatória no Brasil, com registro em até 24 horas pelo sistema de saúde.

Transmissão e prevenção

A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com pessoas infectadas, lesões e fluidos corporais, além de objetos contaminados. Não é exclusiva de atividades sexuais, apesar de ocorrer em contextos de contato íntimo. A proteção envolve higiene, uso de EPIs para cuidadores e isolamento de pacientes.

Vacinas e tratamento

Vacinas originalmente criadas contra a varíola também protegem contra mpox. No Brasil, o SUS oferece vacinação para prevenção ou pós-exposição, mediante critérios técnicos. Não há medicamento específico aprovado; o manejo foca em alívio de sintomas e prevenção de complicações.

Cuidados ao apresentar sintomas

Quem apresentar suspeita deve buscar atendimento médico. O período de incubação varia de 3 a 21 dias. Enquanto houver sintomas, recomenda-se isolamento, evitar compartilhamento de itens e manter boa higiene. O uso de máscara pode ser indicado em situações de contato próximo.

Alterações de nomenclatura e comparação com a varíola

O termo mpox substituiu a designação antiga para reduzir estigmatização. A mpox difere da varíola comum, que foi declarada erradicada em 1980. A mpox tem letalidade menor em média, variando pela região e condições de saúde, com maior risco em pessoas com HIV.

Orientação para profissionais de saúde e fontes

Profissionais podem buscar orientação na Fiocruz, no Ministério da Saúde e na OMS. Essas entidades oferecem cursos, protocolos e notas técnicas atualizados para vigilância, prevenção e educação sobre mpox. A imprensa mantém o papel de informar com precisão e sem vieses.

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