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Polilaminina: como a ciência comprova a eficácia de medicamentos

Anvisa autoriza início de estudo de fase I da polilaminina para lesões medulares; eficácia ainda não comprovada e trajetória de pesquisas segue longa

Fotografia de médico segurando um frasco com uma médicamento e uma agulha.
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  • A Anvisa autorizou em 5 de janeiro de 2026 o início de um estudo de fase 1 para avaliar a segurança da polilaminina, candidata a tratamento de traumas raquimedulares agudos.
  • A eficácia da molécula ainda não está comprovada; até o momento não há evidência conclusiva de benefício.
  • O único estudo em pessoas até agora envolveu oito pacientes com lesões medulares agudas, sem grupo controle, e dois deles morreram por gravidade dos traumas; o artigo não foi publicado em revista científica.
  • A aplicação da polilaminina ocorre nas primeiras 72 horas após a lesão, etapa anterior aos testes de eficácia em fases posteriores.
  • O estudo é patrocinado pela Cristália; se os resultados de segurança sugerirem, a pesquisa seguirá para fases 2 e 3, que avaliam eficácia com maior número de participantes.

No dia 5 de janeiro de 2026, a Anvisa autorizou um estudo de fase 1 para testar a segurança da polilaminina, molécula estudada como possível tratamento para traumas raquimedulares agudos. O estudo é patrocinado pela Cristália e ocorreu no Brasil. Ainda não há dados sobre eficácia.

A polilaminina deriva de proteínas lamininas produzidas pelo corpo humano e pode ajudar na regeneração de axônios. Até agora, apenas testes em células, em seis cães e em oito pacientes humanos foram realizados, sem evidência de eficácia comprovada.

O único estudo em pessoas envolveu oito pacientes com lesões medulares agudas, recebendo a molécula nas primeiras 72 horas. Dois faleceram devido à gravidade dos traumas, e não houve controle para de fato avaliar resultados. O estudo não foi publicado em revista científica.

Em qual etapa está e próximos passos

A fase 1 busca apenas segurança, sem confirmar eficácia. O ensaio deve acompanhar critérios éticos, com comitês de monitoramento independentes. Se seguro, avançam para fases 2 e 3, com grupos maiores e comparação controlada.

A polilaminina é candidata a tratamento potencial, mas o caminho até aprovação envolve demonstrar benefício clínico claro. Os próximos desdobramentos vão indicar se há evidência suficiente para avanços regulatórios.

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