- Governo federal publicou diretrizes para ampliar o tratamento da fibromialgia pelo SUS, com foco em atividade física, apoio psicológico e terapia ocupacional.
- Em janeiro, a Lei 15.176/2025 passou a reconhecer a fibromialgia como deficiência, abrindo acesso a cotas em concursos, isenções de impostos na compra de veículos, aposentadoria por invalidez, BPC e pensão por morte.
- O Ministério da Saúde apresentou uma cartilha com capacitação de profissionais e um tratamento multidisciplinar para a doença dentro do SUS, priorizando a força da atividade física.
- O diagnóstico é clínico, exige bom exame físico para afastar outras condições, como artrose, e não há exames específicos para a fibromialgia; sintomas comuns incluem dor generalizada, fadiga e distúrbios do sono.
- O estudo aponta que a fibromialgia afeta mais de 80% das mulheres, especialmente na faixa dos 30 aos 50 anos, com origem ainda não definida.
A cada ano, novas diretrizes ampliam o acesso ao tratamento da fibromialgia pelo SUS. Nesta semana, o governo federal lançou medidas para fortalecer o atendimento e a visibilidade da doença, visando ampliar oportunidades de cuidado para a população.
O anúncio envolve o reconhecimento da fibromialgia no âmbito do SUS e a implementação de um tratamento multidisciplinar. Profissionais de saúde passam a atuar de forma integrada, com foco em estratégias não apenas farmacológicas, mas também terapêuticas e de suporte.
A fibromialgia é descrita como uma síndrome com dor generalizada, fadiga, alterações do sono e distúrbios cognitivos. A prevalência estimada é de 2,5% a 5% da população brasileira, com maior incidência entre mulheres entre 30 e 50 anos.
A identificação dos sintomas pode ser desafiadora, segundo o reumatologista responsável pela área no país. O diagnóstico é clínico, baseado no relato do paciente e no exame físico, com a necessidade de excluir outras doenças que possam explicar a dor.
Diagnóstico e encaminhamentos
Não há exame específico para a fibromialgia. Recomenda-se acompanhamento com um reumatologista ou atendimento na rede básica de saúde para avaliação detalhada e tratamento adequado.
Tratamento e acesso a serviços
Em janeiro, a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência pela Lei 15.176/2025, liberando acesso a cotas, isenções de impostos na compra de veículos adaptados, aposentadoria por invalidez e benefícios assistenciais, entre outros.
O Ministério da Saúde também lançou um planejamento para ampliar o tratamento pelo SUS, incluindo capacitação de profissionais e atendimento multidisciplinar com fisioterapia, suporte psicológico e terapia ocupacional.
A prática de atividade física regular é destacada como componente essencial do cuidado, associando melhoria da função e da qualidade de vida. Especialistas ressaltam que estratégias não farmacológicas devem acompanhar os medicamentos para reduzir a percepção de dor.
Perspectivas de cuidado
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a interação entre equipes de saúde, como médicos, psicólogos e psiquiatras, é fundamental para acompanhar pacientes com fibromialgia, evitando conflitos de remédios e otimizando o tratamento.
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