Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Como lidar com catástrofes: estratégias e impactos

Japão investe em planejamento de desastres em prédios e espaços públicos; livro de Miho Mazereeuw mostra design antecipatório que combina uso cotidiano e resiliência

Miho Mazereeuw is the author of the new book, “Design Before Disaster: Japan’s Culture of Preparedness,” published by the University of Virginia Press.
0:00
Carregando...
0:00
  • Japão incorpora planejamento de desastre em edifícios e espaços públicos, buscando usos duais no dia a dia e em crises, segundo Miho Mazereeuw.
  • Exemplos incluem escola em Tóquio com piscina no teto para água de descarga, reservatório de água da chuva e escadas externas que ajudam na evacuação durante inundações.
  • Painéis solares no teto e claraboias em várias escolas reduzem custos operacionais e mantêm a energia durante quedas de energia.
  • Mazereeuw chama esse conceito de “design antecipatório”, que integra infraestrutura útil ao cotidiano para ampliar a resiliência sem custo exorbitante.
  • Em seu livro Design Before Disaster, a pesquisadora mostra como comunidades e governo podem negociar reformas, destacando parques públicos com áreas de preparo para emergências e uso dual, como áreas de churrasco que também armazenam água.

Miho Mazereeuw, professora do MIT, apresenta em seu novo livro como o Japão incorpora planejamento de disaster resilience em prédios e espaços públicos, criando uso dual para o cotidiano e emergências. A obra, Design Before Disaster: Japan’s Culture of Preparedness, analisa exemplos reais no país.

A pesquisadora, que coordena o Urban Risk Lab do MIT, defende o conceito de design antecipatório. Segundo ela, medidas proativas ajudam a sociedade a enfrentar eventos como enchentes, terremotos e tsunamis antes que ocorram. O livro reúne estudos de campo, entrevistas e ilustrações.

No texto, a autora descreve práticas que já operam no dia a dia. Em escolas de Tóquio, por exemplo, estruturas com piscina no telhado, reservatórios de água e escadas externas favorecem evacuação e uso sustentável da água durante crises. Telhado, pátios e luz natural aparecem como parte de soluções resilientes.

A obra também analisa parques públicos com funções de evacuação e de suporte à comunidade. Áreas com cozinhas ao ar livre, reservatórios de água e possibilidades de ampliação de sanitários demonstram o duplo uso entre lazer e preparação para desastres. Pequenos espaços ganham impacto em cidades.

A narrativa aborda ainda negociações entre governos locais e autoridades, como no caso de um muro de contenção em Kesennuma. O projeto integrou infraestrutura de proteção aos desastres a um novo distrito comercial, conciliando acesso ao mar, estética e segurança. A obra destaca o papel da participação comunitária.

Pesquisadores e autoridades citados pela autora ressaltam que estratégias de design não exigem custos elevados. O conceito valoriza ações colaborativas entre gestores, especialistas e moradores. O objetivo é criar uma cultura de resiliência que o país já pratica, mas que pode servir de modelo global.

Mazereeuw enfatiza que o aprendizado não é pauta de cópia. O livro busca ensinar a essência do modelo japonês para que outros locais adaptem práticas responsáveis. A autora defende uma gestão de emergência que envolve toda a sociedade, em vez de depender apenas de autoridades.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais