- Estudo da Uneb com 302 gestantes atendidas em 17 unidades básicas de saúde de Salvador mostrou que 21,52% tinham IST curável não viral.
- As ISTs mais comuns foram clamídia (11,6%) e mycoplasma (9,6%), ambas tratáveis.
- Além de HIV, sífilis e hepatites B e C, o estudo incluiu testes para ISTs curáveis; metade das infectadas estavam assintomáticas.
- Sem diagnóstico e tratamento, as ISTs podem causar parto prematuro, natimortalidade, infertilidade e aborto.
- Os autores defendem ampliar exames pré-natais e criar políticas públicas de rastreio de ISTs curáveis em gestantes para diagnóstico precoce.
Ao menos uma IST não viral e curável foi identificada em 21,5% das gestantes avaliadas em Salvador, segundo estudo da Uneb. A pesquisa foi realizada em unidades básicas de saúde da capital baiana.
Foram acompanhadas 302 gestantes entre 15 e 49 anos, em 17 UBS. Além de exames para HIV, sífilis e hepatites, houve inclusão de testes para ISTs curáveis, como clamídia, gonorreia e mycoplasma.
As ISTs mais frequentes foram clamídia, com 11,6%, e mycoplasma, com 9,6%. Metade das diagnosticadas apresentava quadro assintomático, sem sinais perceptíveis.
Implicações e recomendações
A ausência de rastreio específico pode permitir o atraso no diagnóstico. Sem tratamento, há riscos de parto prematuro, natimortalidade, infertilidade e aborto.
Os pesquisadores defendem ampliar exames pré-natais e criar políticas públicas de rastreio de ISTs curáveis em gestantes, para diagnóstico precoce e proteção da mãe e do feto.
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