- Influenciadores de bem-estar divulgam sachês de nicotina sintética como recurso para melhorar a performance em treinos, ganhando notoriedade nos Estados Unidos.
- A reportagem da revista Stat aponta uma nova narrativa de uma indústria que visa manter o vício, com atletas e podcasters promovendo o uso.
- O produto, conhecido como snus, é proibido no Brasil, mas aparecem anúncios nas redes sociais oferecendo o item, que não é indicado para quem quer parar de fumar.
- A Zyn, principal marca de sachê de nicotina pertencente à Philip Morris International, é apresentada em propagandas associando o consumo a atividades ao ar livre.
- A ideia de que a nicotina aumenta foco e concentração atrai jovens, mas o uso eleva pressão arterial e frequência cardíaca, além de riscos de lesões e inflamação.
O que aconteceu: influenciadores de bem-estar passaram a promover sachês de nicotina sintética como recurso para aumentar o desempenho em treinos e manter o foco, nos Estados Unidos. O tema ganhou atenção em 2026, em meio a queda do tabagismo no país.
Quem está envolvido: atletas, podcasters e criadores de conteúdo espalham a narrativa de que a nicotina ajuda na malhação e na concentração. A campanha é associada a marcas de nicotina, com destaque para a Zyn, pertencente à Philip Morris International, que investe em publicidade voltada a esportistas.
Quando e onde: a repercussão se intensifica em 2026, principalmente nas redes sociais do país norte-americano. No Brasil, a venda de sachês de nicotina é proibida, embora anúncios apareçam em plataformas digitais dirigidos a público global.
Por que isso importa: a versão promovida descreve a nicotina como estimulante natural, segundo influencers, apesar de a substância ser altamente viciante e elevando riscos à saúde. Pesquisas apontam possível aumento da pressão arterial, lesões na boca e no esôfago, além de inflamações e estresse oxidativo.
Riscos à saúde e regulação
Os especialistas ressaltam que a substância é viciante e pode prejudicar a saúde cardiovascular e bucal. A indústria busca associar o produto a bem‑estar, enquanto autoridades discutem restrições e fiscalização de propagandas. A reportagem também cita o papel de grandes empresas de tabaco na comunicação indireta sobre o tema.
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