- No Dia Internacional da Mulher, a ONU oficializou 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora, destacando que as mulheres representam cerca de 40% da força de trabalho agrícola e têm papel central na segurança alimentar e na inovação do agro.
- A Forbes listou dez mulheres liderando o agro global em 2026, com atuação que vai desde diplomacia e governança até ciência, inovação industrial e cooperação digital.
- Entre as nomes está Beth Bechdol, da FAO, que supervisiona emergências alimentares e o Ano Internacional da Mulher Agricultora; Mariangela Hungria, brasileira que desenvolve biotecnologia de solo; e Priscila Vansetti, executiva da Corteva/DuPont com foco em pesquisa, desenvolvimento e biológicos.
- Outros destacados são Ismahane Elouafi, do CGIAR, em pesquisa agrícola para regiões áridas, e Jennifer Clapp, professora de segurança alimentar e economia política, que estuda o papel do mercado financeiro no alimento.
- As lideranças mostram impacto em áreas como biotecnologia de fronteira, estratégias corporativas, segurança hídrica, certificações de sustentabilidade e empoderamento de produtores via tecnologia e redes digitais.
No Dia Internacional da Mulher, o mundo lembra a Declaração da ONU de 2026 como Ano Internacional da Mulher Agricultora, apresentando liderança feminina no agro. A transformação do setor passa pela união entre ciência, tecnologia e regeneração ambiental. Mulheres atuam em governança, pesquisa, cooperação e gestão de cadeias digitais.
A produção global de alimentos depende da atuação dessa força de trabalho, estimada em cerca de 40% da força no campo. Avanços em biotecnologia, microbiologia do solo, estratégias de cooperação e certificações sustentáveis ganham protagonismo com a participação feminina. A seguir, perfis de 10 líderes que moldam o agro mundial hoje.
Protagonistas Globais
Beth Bechdol (EUA)
Área: Diplomacia e Governança Internacional. Vice-diretora-geral da FAO, coordena ações para aumentar produção e distribuir melhor o que é produzido. supervisiona emergências alimentares e cooperação Sul-Sul, incluindo o Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026.
Mariangela Hungria (Brasil)
Área: Microbiologia e Sustentabilidade de Escala. Pesquisadora da Embrapa Soja, mostrou que bactérias do solo reduzem fertilizantes. Tecnologias dela cobrem 40 milhões de hectares, economizam US$ 25 bilhões/ano e reduzem 230 milhões de t CO2e.
Priscila Vansetti (Brasil)
Área: Estratégia Corporativa e Inovação Industrial. Foi a primeira mulher contratada pela agricultura da DuPont no Brasil, chegou à Corteva e liderou portfólio de proteção de cultivos de alto valor. Origem: valedictorian em engenharia agronômica na USP.
Ismahane Elouafi (Marrocos)
Área: Segurança Alimentar em Climas Áridos. Trabalha em CGIAR, liderando pesquisas com halófitas para solos salinos e secas. Coordena rede global de quase 9 mil pesquisadores em mais de 80 países.
Jennifer Clapp (Canadá)
Área: Economia Política e Riscos Globais. Professora na Universidade de Waterloo, analisa o papel do capital financeiro no sistema alimentar, cooperação e segurança alimentar. Autora de Titans of Industrial Agriculture (2025).
Ntakirutimana Verene (Ruanda)
Área: Empreendedorismo de Base e Desenvolvimento Social. Lidera cooperativa local em Ruanda, fruto de programas de fortalecimento econômico para mulheres rurais, com microcrédito e adoção de técnicas resilientes.
Elizabeth Nsimadala (Uganda)
Área: Liderança Cooperativista e Digitalização. Presidenta da EAFF, desenvolve o E-Granary para conectar produtores a mercados e lidera a aprovação de leis regionais que protegem agricultores.
Sheila Senathirajah (Malásia)
Área: Certificações e Cadeias Regenerativas. Atua na ISEAL Alliance, definindo critérios de sustentabilidade para cadeias de óleo de palma, café e chocolate, promovendo equidade e condições de vida justas para produtores.
Caixia Gao (China)
Área: Biotecnologia de Fronteira (CRISPR). Líder no desenvolvimento de edição genômica para culturas alimentares, com destaque para arroz, trigo e milho, com impacto global na nutrição e resistência climática.
Tatiana Malvasio (Argentina)
Área: Gestão Hídrica e ClimateTech. CEO da Kilimo, plataforma de IA que reduz irrigação e vende Water Offsets. A economia da água passou a ser um ativo para produtores, com 72 bilhões de litros poupados na América Latina.
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