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Chips de memória são o novo gargalo da IA

Escassez de memória pressiona custos de smartphones e notebooks; fabricantes ampliam capacidade para inteligência artificial (IA), elevam ações e geram tensão entre Estados Unidos e China

Chips de memória: o novo gargalo da AI
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  • A escassez de memória para chips, impulsionada pelo investimento em data centers de IA, elevou os custos e o preço de smartphones e notebooks.
  • As três maiores produtoras mundiais de memória — Samsung, SK Hynix e Micron Technology — estão repondo parte significativa da produção para atender fabricantes de IA.
  • As ações dessas empresas dispararam, com Micron perto de máxima histórica, SK Hynix subindo mais de 330% e Samsung acima de 220%; Sandisk teve alta de cerca de 148% neste ano.
  • O custo de memória passou de cerca de 10% para entre 20% e 30% do preço final de um smartphone, reflexo da alta nos chips.
  • O governo dos Estados Unidos tem atuado para aliviar o gargalo, reintroduzindo CXMT e YMTC na lista de fornecedores, enquanto ainda há incertezas sobre vendas para empresas americanas.

Os chips de memória enfrentam o maior gargalo desde o boom de AI. A escalada de investimentos em data centers pressionou a cadeia de suprimentos, elevando custos e repassando valores para smartphones e notebooks. A crise atual difere da logística da pandemia: há falta de capacidade produtiva.

Três líderes globais dominam o mercado: Samsung e SK Hynix, na Coreia, e Micron Technology, dos EUA. Todas as empresas realocam produção para abastecer fabricantes de AI, reduzindo o fornecimento para outros setores. A reação no mercado foi de valorização expressiva das ações.

Desempenho de ações e disputa por memória

A Micron chegou a US$ 406 bilhões de valor de mercado, com alta de quase 290% em 12 meses. A SK Hynix avança mais de 330% em Seul, enquanto a Samsung registra ganho superior a 220%. A Sandisk, especializada em memória NAND, lidera a disparada, com alta de 148% neste ano.

A Sandisk se beneficiou do spinoff da Western Digital, firmando-se como competidora do trio. O market cap da empresa é de US$ 87 bilhões. Fabricantes anunciaram expansão de capacidade, mas o curto prazo indica continuidade dos reajustes.

Impacto no custo e no ecossistema

Segundo o Financial Times, memórias representam 10% do custo de um smartphone, mas hoje chegam a 20%–30% devido à alta de chips. Grandes players, incluindo Google e Tesla, relatam dificuldades em obter memória. O custo elevado afeta dispositivos de consumo e outros setores.

Perspectivas e cenário regulatório

Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind, afirmou à CNBC que a disponibilidade de semicondutores restringe a implementação de novos recursos. A Bloomberg destaca que GPUs avançadas, como a Nvidia Rubin, consomem enormes quantidades de memória, evidenciando a pressão da demanda.

O governo dos EUA busca aliviar o aperto de suprimentos, liberando fornecedores chineses CXMT e YMTC da lista de banidos. Resta acompanhar se Beijing autorizará vendas de seus chips a concorrentes americanos, mantendo o equilíbrio da cadeia.

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