- David Chivers, primatologista britânico, morreu em 5 de março aos 81 anos.
- Chegou à Universidade de Cambridge em 1963 e manteve grande parte de sua carreira lá.
- Seu doutorado, concluído em 1972, tratou de siamangs na Península da Malásia; publicou The Siamang in Malaya em 1974.
- Em meados dos anos oitenta, ajudou a criar o Project Barito Ulu, em Kalimantan Central, Indonésia, ligando pesquisa a questões de regeneração da floresta.
- Ao longo da carreira orientou cerca de cinquenta doutorados, com foco em gibões e orangotangos, e defendeu a conservação do habitat.
David Chivers, primatologista britânico conhecido por seus estudos de gibbons e outros primatas de floresta, morreu em 5 de março aos 81 anos. Sua carreira testemunhou a expansão da primatologia de campo na Ásia, com foco em regiões de floresta tropical no Sudeste Asiático. A perda foi anunciada por colegas e instituições acadêmicas.
Formou-se em ciências médicas e antropologia física na Universidade de Cambridge, onde permaneceria grande parte de sua carreira. Seu doutorado, concluído em 1972, baseou-se em estudos de siamangs na Península da Malásia. Na prática, o trabalho exigia semanas de rastreamento e observação paciente.
Seu livro The Siamang in Malaya, publicado em 1974, tornou-se referência em ecologia de primatas. Chivers examinou comportamento, recursos alimentares e o papel dos primatas na dispersão de sementes dentro dos ecossistemas florestais.
Trajetória acadêmica
Na Cambridge, ocupou cargos em anatomia veterinária e antropologia biológica, tornando-se Reader em Primate Biology and Conservation e Diretor de Estudos em Medicina Veterinária no Selwyn College. Dedicou-se a defender os interesses dos estudantes de veterinária, a quem chamava de meus veterinários.
A pesquisa de campo de Chivers se estendeu pela região e além. Na década de 1980 ajudou a criar o Projeto Barito Ulu, em Kalimantan Central, Indonésia, estudando a contribuição de mamíferos frugívoros na regeneração florestal. O projeto reuniu pesquisadores internacionais e instituições locais.
Chivers orientou cerca de cinquenta trabalhos de doutorado, muitos sobre gibbons ou orangotangos. Ao longo da carreira, manteve o foco na conservação, defendendo a proteção de habitats como tarefa central para a sobrevivência das espécies.
Conservação e legado
Conhecido pela profunda afinidade com os gibbons, ele apreciava seus cantos territoriais ao amanhecer. Entre alunos e colegas corava as chamadas, reproduzindo os sons com boa precisão. Nos últimos anos, direcionou a atenção a questões de conservação e reabilitação de animais.
Chivers enfatizou a importância de preservar os habitats naturais como estratégia principal para a recuperação de populações de orangotangos e outros primatas. Sua abordagem combinou pesquisa de campo, educação e colaboração institucional para a conservação de florestas da região.
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