- A notícia circula desde 2021 afirmando que o sulfeto de hidrogênio poderia reverter sintomas do Alzheimer, mas não é verdadeira.
- O estudo citado foi feito em ratos, modelo de pesquisa questionado para Alzheimer, pois os animais precisam de alterações para formar placas semelhantes às da doença.
- Em humanos, a presença de placas de beta-amiloide não comprova que haja Alzheimer nem garante recuperação de déficits cognitivos.
- Em um estudo com 1.671 idosos nos Estados Unidos, 41% tinham placas acima de oitenta anos, mas nenhum participante tinha Alzheimer.
- As fontes citadas são estudos sobre o papel do sulfeto de hidrogênio e a prevalência de positividade de placas em pessoas sem demência.
O conteúdo divulgado recentemente é uma reaparição de uma notícia de 2021 que afirma que o sulfeto de hidrogênio, gás que confere cheiro aos puns, poderia reverter sintomas neurocognitivos do Alzheimer. A origem da peça atribui a descoberta a cientistas da Universidade Johns Hopkins.
A verdade é que o estudo citado é de 2021 e foi realizado em ratos. Esses animais foram geneticamente modificados para desenvolver placas de beta-amiloide, associadas ao Alzheimer, mas não reproduzem a doença de forma completa. Em humanos, a remoção dessas placas não comprovou a reversão de sintomas.
Um estudo norte-americano com 1.671 idosos mostrou que 41% dos participantes com mais de 80 anos apresentavam placas, porém nenhum possuía Alzheimer. O uso de modelos animais na pesquisa sobre a doença é alvo de críticas éticas e científicas, justamente pela diferença entre animais e humanos na progressão da condição.
Esclarecimento técnico
Os resultados citados não indicam uma conclusão clínica aplicável a pacientes. Pesquisas em humanos ainda são necessárias para avaliar se qualquer intervenção relacionada ao sulfeto de hidrogênio pode ter efeito terapêutico. As fontes citadas descrevem, em conjunto, cenários de pesquisa básica e epidemiologia.
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