- A BDMLR (British Divers Marine Life Rescue) está recrutando mais voluntários para avaliar, atender primeiros socorros e reflotar baleias, golfinhos e toninhas encalhados no Reino Unido.
- Entre 2018 e 2025, os encalhes vivos passaram de cerca de 22 para 46; em 2023 e 2024, os encalhes de cetáceos chegaram aos anos 60, com casos envolvendo vários animais.
- Cornualha é uma área muito movimentada em termos de chamados, mas há regiões com poucos voluntários; o número de respondentes aumentou de cerca de dois mil para quase três mil e meio, mas still falta recurso local em algumas zonas.
- Os voluntários recebem treinamento para usar equipamentos especializados e reflotar animais vivos, praticando com uma réplica em tamanho real de baleia-piloto de duas toneladas, em sessões que incluem segurança e primeiros socorros; há uma taxa de £150 para o curso.
- Não se deve interferir diretamente quando há um encalhe: manter distância, evitar tocar no rabo, manter o animal húmedo e frio e acionar a BDMLR; os resgates são tensos, mas, quando bem-sucedidos, é possível ver o animal retornar ao mar.
O resgate de cetáceos no litoral do Reino Unido ganhou fôlego, com mais voluntários sendo recrutados para atender a um número crescente de baleias, golfinhos e saýporposas encontrados em praias. A British Divers Marine Life Rescue (BDLMR), especializada na proteção da vida marinha, está ampliando equipes para avaliar, prestar primeiros socorros e reflotar animais encalhados.
Segundo o diretor de bem-estar e conservação, Dan Jarvis, houve aumento geral no número de encalhes nos últimos anos, especialmente após tempestades de inverno, o que elevou a demanda por recursos humanos e equipamentos. A elevação de ocorrências é atribuída a fatores como perigos provocados pelo homem, maior conscientização pública e abundância de presas em áreas costeiras.
Dados da BDLMR indicam que, em 2018, houve cerca de 22 encalhes vivos registrados. O número mais que dobrou para 46 em 2025, conforme o levantamento da organização. Nos anos de 2023 e 2024, registros de encalhes de cetáceos atingiram patamares na casa dos 60 incidentes, com alguns envolvendo vários animais.
Cornwall é citado como área de alto volume de chamadas, mas há outras regiões com poucos voluntários disponíveis. Jarvis enfatiza a necessidade de recursos locais suficientes para responder a ocorrências, mesmo em áreas menos atendidas, para evitar delays críticos.
Formação e atuação dos voluntários
Os voluntários aprendem a usar equipamentos especializados para reflotar baleias ainda vivas. A BDLMR realiza treinamentos regulares com manequim de duas toneladas para simular uma baleia real, ajudando na prática de manobras em uma prancha e no uso de infláveis.
Após o treino, os voluntários aplicam técnicas de reflutuação em água mais profunda, em uma operação que exige coordenação e pode se estender por horas. Nos últimos oito anos, o total de voluntários passou de cerca de 2.000 para quase 3.500, mas algumas áreas litorâneas ainda carecem de pessoal suficiente.
Requisitos e segurança
Para participar, é necessário pagar o Marine Mammal Medic Course, no valor de £150, que dá acesso a um cadastro de voluntários e a futuras chamadas de resgate. O curso enfatiza técnicas de primeiros socorros, segurança pessoal e manejo de risco de zoonoses, especialmente ao lidar com focas e filhotes.
Profissionais envolvidos descrevem o trabalho como desafiador, porém gratificante. Um supervisor de juventude, Cat Douglas, relata ter feito o curso para oferecer apoio adequado em caso de encalhe. Um policial de trânsito, James Merrikin, ressalta a experiência distinta de gerenciar multidões durante incidentes.
Dinâmica de resgate e próximos passos
Voluntários costumam não se reencontrar antes de uma operação real, reunindo pessoas de origens distintas para um objetivo comum. Após o treinamento, eles também aprendem sobre golfinhos e focas feridos. Espécies como golfinhos comuns e vaquetas são frequentemente atingidas por encalhes, parte pela sua maior abundância costeira.
A BDLMR reforça que o público não deve intervir diretamente nem tentar mover o animal, para evitar ferimentos ou danos adicionais. Em caso de encalhe, recomenda-se acionar a organização, manter pessoas, animais de estimação e ruídos ao mínimo e manter o animal úmido, sem água no blowhole.
Essas operações podem ser tensas, mas, segundo Jarvis, ver o animal retornar aos poucos ao mar, movendo-se bem, é um sinal de boa recuperação e um desfecho positivo para a equipe.
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