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Elefantes percebem o tempo e isso orienta estratégias de proteção

Pesquisa revela que elefantes vivem o tempo de modo complexo, potencializando empatia e influenciando políticas públicas e estratégias de conservação

An elephant that has just wallowed in mud in the Linyanti River in northern Botswana. Image by Roger Borgelid for Mongabay.
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  • Khatijah Rahmat, pesquisadora pós-doutorado do Instituto Max Planck para a História da Ciência, investiga a temporality animal, especialmente em elefantes, para fundamentar políticas de conservação mais dinâmicas.
  • Ela sustenta que a forma como percebemos o tempo nos animais afeta se os vemos como seres que sentem e lembram, incentivando uma visão mais ampla de seu lugar no mundo.
  • No Mongabay Newscast, Rahmat apresenta três áreas de evidência sobre a experiência temporal dos elefantes: seu patrimônio eco-cultural, o tempo impactado pela ação humana e a história individual.
  • Compreender esses aspectos pode influenciar a conservação, não apenas em termos numéricos, mas também em relação ao que constitui o patrimônio imaterial dos elefantes e traumas na vida deles.
  • Rahmat destaca que as interpretações sobre o tempo dos animais não são objetivas nem replicáveis em laboratório, exigindo observação indireta e contextualizada.

Khatijah Rahmat, pesquisadora pós-doutoral do Instituto Max Planck para a História da Ciência, na Alemanha, busca legitimidade para o conceito de temporabilidade animal — a capacidade de experienciar o tempo — especialmente em elefantes. O objetivo é ampliar a compreensão de seu lugar no mundo, reconhecendo-os como seres temporais.

No Mongabay Newscast, Rahmat apresenta três áreas de evidência para interpretar a experiência temporal dos elefantes e como isso pode influenciar a proteção desses animais. O foco é pensar em empatia, políticas públicas e na forma como vemos os animais.

Principais evidências

Rahmat aponta que a temporabilidade envolve duração e a forma como ela é traduzida pelos elefantes. A pesquisa depende de observação indireta, visto que conceitos não se reproduzem facilmente em laboratório. Os resultados são descritos como reais, mesmo sem experimentos tradicionais.

Ela discute três pilares: o legado eco-cultural dos elefantes, o tempo impactado pela atividade humana e a história individual de cada animal. Compreender esses aspectos pode alterar estratégias de conservação, indo além da contagem de indivíduos.

Implicações para a conservação

A pesquisadora sugere repensar a conservação não apenas em termos de números, mas de herança intangível dos elefantes. Em ecossistemas específicos, questões como traumas não considerados podem passar a fazer parte das ações de proteção.

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