- Palak Patel, estudante de doutorado em MIT, desenvolve materiais para espaço usando nanotubos de nitreto de boro para bloquear radiação ionizante.
- Ela integra nanotubos a compósitos aeronáuticos, aumentando resistência mecânica e adicionando funções como detecção de fissuras e resistência à formação de gelo.
- Novo processo no laboratório permite concentrações de nanotubos até 50% em peso, bem acima dos 5–10% praticados anteriormente pela NASA.
- Patel recebeu a bolsa NASA Space Technology Graduate Research Opportunities e já testa os materiais em instalações da agência; em maio de 2025 participou de um voo de microgravidade e os nanotubos chegaram à Estação Espacial Internacional.
- Além disso, participa de competições da NASA e da missão analógica Asclepios III, atuando como CAPCOM; foca em aplicações como proteção térmica e mitigação da poeira lunar.
Patel, estudante de doutorado em Engenharia Mecânica no MIT, pesquisa materiais avançados para tornar a exploração espacial mais segura. Foca no uso de nanotubos de nitreto de boro para bloquear radiação ionizante com menor peso.
A pesquisadora tem trajetória ligada à space industry desde a graduação na Índia, com estágio no ISRO e atuação em fabricação de componentes para missões espaciais. Em MIT, integra o laboratório de Wardle, trabalhando com nanotubos e nanocompósitos multifuncionais.
Desenvolvimento de materiais para proteção radiológica
Os nanotubos de nitreto de boro oferecem bloqueio de radiação leve e estável, sem comprometer a integridade mecânica. Em estudo recente, Patel sintetiza nanocompósitos com até 50% de BNNTs em peso, superando limites anteriores de NASA (5-10%).
A pesquisadora destaca que a combinação entre escalas macro e nano demanda abordagens químicas avançadas. O projeto ganhou apoio da NASA, com bolsa Space Technology Graduate Research Opportunities, permitindo testes em múltiplos sítios da agência.
Resultados e experimentos
Em maio de 2025, Patel participou de uma missão de microgravidade para avaliar a viabilidade de fabricar esses materiais no espaço. A missão foi bem-sucedida, e os nanotubos produzidos chegaram à Estação Espacial Internacional.
Além do foco principal, a pesquisadora participa de competições da NASA para desafios práticos de exploração espacial, incluindo sistemas de extração de água na superfície lunar e marciana, o que tem ampliado colaborações com cientistas da agência.
Colaborações e aplicações práticas
Paralelamente, Patel integrou uma missão analógica suíça, atuando como CAPCOM em equipe de astronautas simulados. A experiência incluiu voos parabólicos para vivenciar microgravidade, com atividades realizadas na Itália, sobre os Alpes.
Quando não está na NASA, ela divide o tempo entre os Departamentos AeroAstro e MechE, conciliando pesquisa com atividades extracurriculares, como artes visuais e esportes. A pesquisadora enfatiza a importância da rede de colegas e mentores na formação.
Perspectivas
Com o andamento do PhD, Patel aponta o potencial de materiais inovadores para sistemas de proteção térmica e redução do acoplamento de poeira lunar, problemas observados em missões passadas. Ela projeta seguir na indústria espacial, contribuindo com tecnologias em fase de crescimento e retomada de atividades lunares.
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