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Carpinteiro de conservação realiza reparos em base científica remota

Carpinteiro de conservação em Base A, Port Lockroy, afirma que o aquecimento global aumenta neve e chuva, comprometendo estruturas históricas

Oliver is helping future-proof the base from climate change
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  • Um carpinteiro de conservação de Wedmore, Somerset, viajou à Antártida para ajudar a tornar a Base A, Port Lockroy, mais resistente às mudanças climáticas.
  • A equipe afirma que o aumento de chuva e neve, causado pelo aquecimento, tem deteriorado estruturas desde 1944.
  • O projeto de três anos envolve reparos, manutenção geral e contagem de pinguins-gentoo, em condições de luz constante, temperaturas abaixo de zero e sem água encanada.
  • Oliver percorreu 9.000 milhas com o UK Antarctic Heritage Trust, que coordena o programa, e as candidaturas para integrar a equipe encerram em 15 de março, com fases futuras a partir de novembro de 2026.
  • O UKAHT busca cinco membros para a próxima etapa de seis meses, destacando Port Lockroy como patrimônio histórico, com foco na proteção da fauna, do ambiente e da visitação mundial.

A gente voltou a Port Lockroy para reforçar a base científica britânica diante das mudanças climáticas. A base A, em Port Lockroy, na Península Antártica, passa por obras de conservação para enfrentar o aumento de precipitação e temperaturas.

O carpinteiro conservacionista Jo Oliver, de Wedmore, Somerset, participa de um projeto de três anos com o UK Antarctic Heritage Trust (UKAHT). Ele trabalha em condições de luz constante, temperaturas abaixo de zero e sem água encanada nem sanitários.

Oliver viajou cerca de 9 mil milhas com o UKAHT em janeiro. A equipe realiza reparos, manutenções gerais em prédios históricos, alguns de 1944, e conta o número de pinguins-gentoo na região.

A base sofre deterioração estrutural decorrente do aquecimento acelerado da Península Antártica. Segundo Oliver, o objetivo é tornar os imóveis mais resistentes à chuva e ao frio extremos, preparando-os para o clima futuro.

A defesa ambiental do projeto envolve o início de uma fase de conservação com duração de três anos. As obras também visam garantir a proteção do patrimônio histórico, da fauna e do ambiente local.

Recrutamento e próximos passos

A UKAHT está recrutando novos profissionais para morar e trabalhar na base a partir de novembro de 2026. O prazo para candidaturas termina em 15 de março, com cinco vagas para a próxima etapa.

Camilla Nichol, CEO da UKAHT, destacou que as oportunidades permitem atuar de forma extraordinária. Ela lembrou que Port Lockroy guarda história, vida selvagem e um museu que atrai visitantes globais.

A instituição enfatizou que a equipe ajudará a comunicar o patrimônio de Port Lockroy, além de proteger a fauna e o ambiente, mantendo a base como referência mundial de ciência e conservação.

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