- Cientistas criaram uma técnica com robótica para gerar imagens 3D de alta resolução de formigas, resultando na Antscan, a primeira biblioteca digital com quase 800 espécies de 212 gêneros.
- Foi utilizada a microtomografia, semelhante a um tomógrafo humano, para capturar órgãos internos das formigas com raios X.
- Enquanto uma varredura de um inseto pode levar de 10 a 15 horas, a nova abordagem permitiu processar milhares de exemplares em uma semana, em vez de anos.
- O laboratório de varredura ficou no Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha, sob coordenação de Evan Economo, da Universidade de Maryland.
- A biblioteca 3D pode ajudar biólogos evolutivos, cientistas da computação e artistas, além de facilitar representações mais precisas de insetos em pesquisas e animações.
Os cientistas desenvolveram uma técnica rápida de escaneamento 3D que resulta em uma biblioteca digital com 800 espécies de formigas. O trabalho envolve Evan Economo, da Universidade de Maryland, e equipe, com uso de microtomografia. A coleta ocorreu em museus e coleções globais, com o suporte de um laboratório na Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha.
A nova abordagem usa tomografia de raios X para capturar órgãos internos das formigas em alta resolução. Enquanto um escaneamento humano leva minutos, insetos minúsculos exigem maior detalhe, o que antes demandaria horas. O processo agora abrange milhares de exemplares.
A ampliação da biblioteca 3D permite comparar centenas de espécies de forma rápida, facilitando estudos sobre evolução e ecologia de formigas, presentes em quase todos os habitats. Dados internos e externos ajudam modelagem e visualização de traços anatômicos.
Impactos e aplicações
Pesquisadores já usaram imagens 3D para medir a espessura de exoesqueletos e entender relações com o tamanho das colônias. A abordagem facilita análises em larga escala, abrindo caminho para estudos evolutivos mais abrangentes.
A equipe aponta que a biblioteca pode servir a biólogos evolucionistas, cientistas da computação e artistas, além de apoiar projetos públicos de acesso a dados. A expectativa é disponibilizar recursos para pesquisas globais.
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