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Salvar pradarias de ervas marinhas pode proteger as costas do mundo

Pastagens de gramíneas marinhas reduzem erosão e armazenam carbono; porém sofrem declínio com o clima, exigindo restauração custosa

Seagrass meadows are also important foraging grounds for many marine species, including green turtles (Chelonia mydas). Image courtesy of Michele Roux/Ocean Image Bank.
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  • Pradarias de ervas-do-mar ajudam a proteger costas ao reduzir a energia das ondas e estabilizar sedimentos, além de armazenar carbono.
  • O aumento da intensidade e frequência de tempestades e a elevação do nível do mar reduzem essas proteções naturais, aumentando a erosão costeira.
  • Além da proteção, as seções de ervas-do-mar melhoram a qualidade da água, retêm sedimentos e poluentes, e abrigam diversas espécies.
  • As pradarias estão sob risco global devido à poluição, desenvolvimento costeiro, dredging e aquecimento dos oceanos, com impactos observados em Shark Bay e Exmouth Gulf.
  • Esforços de restauração combinam plantio de sementes, uso de técnicas como hydro marine seeding e robôs, além de selecionar populações mais tolerantes ao calor para futuras restaurações.

Seagrass meadows podem não ter o mesmo destaque dos recifes de corais, mas desempenham papel vital na proteção costeira. O tema ganha fôlego com a mudança climática, que agrava a erosão das praias e a inundação de áreas costeiras.

Especialistas veem a proteção e recuperação dos sistemas de seagrass como uma solução baseada na natureza. Além de armazenar carbono, ajudam a reduzir a energia das ondas e estabilizar sedimentos, fortalecendo margens diante de tempestades mais fortes.

Seagrass resistem quando há áreas extensas e saudáveis. A presença densa de plantas marinhas aumenta a capacidade de amortecer o impacto das ondas, limitando a erosão costeira e contribuindo para a retenção de sedimentos ao longo da linha de costa.

Redução de ondas e sedimentação

Meadows bem nutridas formam uma barreira que diminui a energia das ondas, reduzindo o alcance do rompimento e a abrasão das margens. Isso ocorre à medida que as folhas interagem com o movimento da água, criando resistência ao fluxo.

Tamanhos maiores de ecossistemas de seagrass tendem a reduzir mais a energia das ondas. Espécies robustas, como a Neptune grass, exercem maior capacidade de atenuação em comparação a espécies menores, aumentando a proteção costeira.

A sedimentação estabilizada pelas raízes das plantas ajuda a conter inundações locais e pode favorecer o recuo gradual de áreas vulneráveis. Estudos indicam que a perda generalizada de Neptune grass elevou níveis de água em algumas regiões mediterrâneas.

Benefícios ecológicos e qualidade da água

Além da proteção física, as pradarias marinhas fornecem abrigo a organismos e ajudam na formação de conchas calárias, contribuindo com areia para as praias ao morrerem os animais. Atua também como filtro, melhorando a qualidade da água ao prender sedimentos.

Ao capturar poluentes e metais pesados, as seagrass reduzem a turbidez e ajudam a proteger ecossistemas vizinhos, como os recifes de coral. A relação entre pradarias e qualidade da água é crucial para a saúde de áreas protegidas.

Ameaças e custos da restauração

Globalmente, as pradarias marinhas estão em declínio devido à poluição, desenvolvimento costeiro e dragagem. A mudança climática intensifica esse quadro, elevando o risco de morte de plantas críticas para a proteção de margens.

Casos como Shark Bay, na Austrália, mostraram que ondas de calor marinhas prolongadas aliadas a inundações podem dizimar grandes áreas de seagrass. Em outros locais, espécies locais sofrem impactos diretos que afetam cadeias alimentares marinhas.

Restauração e desafios práticos

Esforços de restauração concentram-se em plantar sementes e mudas, em larga escala, o que envolve custos elevados e trabalhos voluntários. Métodos variados estão em teste, desde toucas de sementes até robôs capazes de reparti-las no sedimento.

Pesquisas indicam que plantas adultas costumam ter maior taxa de sucesso, mas sua implantação em grande escala é complexa. Técnicas emergentes buscam aumentar a germinação e a resiliência ao calor.

Perspectivas e aplicação prática

Pesquisas indicam que a seleção de populações com maior tolerância ao calor pode tornar projetos de restauração mais eficazes, especialmente em regiões sensíveis ao clima. A adaptação de ecossistemas locais pode guiar ações de conservação.

O objetivo é proteger margens, ampliar habitats marinhos e manter serviços ecossistêmicos, incluindo melhoria da qualidade da água e suporte à biodiversidade. A restauração, quando viável, complementa outras frentes de gestão costeira.

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