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Arte vai além de dinheiro: TEFAF ressalta valor da arte para o bem-estar

Pesquisas destacam benefícios da arte à saúde: terapias artísticas aliviam depressão; participação cultural pode reduzir risco de depressão em dez anos, com retorno econômico robusto

Author and academic Daisy Fancourt says arts engagement is a right for people from all backgrounds
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  • O TEFAF Summit, em Maastricht, discute o impacto da arte além do valor econômico, incluindo o papel da cultura na política pública.
  • A professora Daisy Fancourt apresenta em seu novo livro que a arte tem efeitos tangíveis na saúde, com base em dados e marcadores biológicos.
  • Conclusões apontam que pessoas com depressão têm quase o dobro de melhoria de sintomas quando terapias artísticas são adicionadas a tratamentos comuns.
  • Frequência de visitas a teatro, música ao vivo, museus e galerias pode reduzir quase pela metade o risco de depressão nos próximos dez anos.
  • No Reino Unido, os benefícios de saúde da participação artística para adultos em idade ativa são estimados em mais de £ 18 bilhões por ano.

A conferência TEFAF Summit, realizada durante a feira em Maastricht, discute o valor da arte para além dos ganhos econômicos. A pesquisadora Daisy Fancourt apresenta evidências de como as artes influenciam a saúde e o bem-estar, com dados de longo prazo.

Em seu livro Art Cure, a professora de psychobiologia detalha como a arte afeta marcadores biológicos e outros indicadores. O estudo é apresentado durante o TEFAF Summit, em Maastricht, no dia 16 de março, com foco no papel da cultura na política pública.

Entre as conclusões: terapias artísticas podem melhorar sintomas de depressão em pessoas com diagnóstico clínico quando somadas a tratamentos convencionais. Participar regularmente de atividades culturais pode reduzir o risco de depressão em até metade nos próximos dez anos.

Fancourt tem trabalhado com o governo do Reino Unido para modelar economicamente os benefícios da participação artística para a saúde. Estimativas apontam que, entre adultos em idade ativa, os benefícios à saúde superam 18 bilhões de libras anualmente.

A pesquisadora enfatiza que as descobertas não se limitam a espaços elitizados. Os efeitos positivos ocorrem tanto em apresentações profissionais quanto em atividades comunitárias, como apresentações escolares e eventos culturais locais.

Ela defende que o engajamento com a arte é um direito de todos e que o valor cultural deve ser considerado em políticas públicas. O debate propõe ampliar a visão de impacto da arte para além do mercado e da renda gerada.

#### Contexto do evento

  • Local: MECC, Maastricht.
  • Data: 16 de março.
  • Tema: impacto da arte na saúde e na formulação de políticas públicas.
  • Objetivo: reavaliar o papel da cultura na sociedade de forma integrada aos indicadores de bem-estar.

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