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Glaciares austríacos se desintegram por mudanças climáticas, dizem pesquisadores

Glaciares austríacos continuam a encolher e desintegrar devido ao aquecimento global; 94 de 96 recuaram, com risco de ruptura da língua do Pasterze e impactos na infraestrutura

A scientist takes a photo as part of an annual monitoring project of Austrian glaciers administered by the Austrian Alpine Association in 2023. In the background the glacier slopes down the rocky mountainside, while in the foreground chunks of ice are in a stream.
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  • 94 de 96 glaciares medidos na Áustria encolheram no último ano, segundo o Austrian Alpine Club.
  • Alpeiner Ferner, em Tirol, encolheu 114,3 metros; Stubacher Sonnblickkees, em Salzburgo, perdeu 103,9 metros.
  • O glaciar Pasterze, o maior do país, continua a encolher e pode se dividir nos próximos anos.
  • A causa apontada é a mudança climática: inverno quente com pouca neve e início de verão anormalmente quente, com junho quase 5 °C acima da média.
  • Temperaturas em estações de alta altitude ficaram cerca de 2 °C acima da média histórica, elevando riscos de mudanças no relevo e de eventos climáticos extremos.

O alívio térmico nos Alpes austríacos avança para além do encolhimento das geleiras: segundo o clube alpino austríaco, muitas geleiras estão se desintegrando devido ao aquecimento global. O relatório anual aponta redução drástica de comprimento, área e volume.

O estudo cita pesquisadores da Universidade de Graz, que descrevem a desintegração estrutural das geleiras, com trechos de rocha expostos e blocos de gelo se desprendendo. Tongos das geleiras estão colapsando, mudando o perfil do terreno.

Conforme o relatório, 94 das 96 geleiras medidas no último ano encolheram. Entre as mais afetadas estão Alpeiner Ferner, em Tirol, que recuou 114,3 metros, e Stubacher Sonnblickkees, em Salzburgo, com queda de 103,9 metros.

A maior geleira da Áustria, a Pasterze, em Carínnia, também continua a reduzir seu tamanho. O documento indica alto risco de ruptura do obstáculo fluvial que separa o glacial em dois segmentos nos próximos anos.

A causa apontada é o aquecimento climático. Um inverno mais quente, com pouca neve, e um verão inicial excepcionalmente quente — junho ficou quase 5°C acima da média — foram destacados pelos cientistas. Temperaturas em estações de alta altitude ficaram ~2°C acima da média histórica.

Gerhard Lieb, que coordena o serviço de monitoramento de geleiras, afirmou que as condições climáticas recentes foram “extremamente desfavoráveis” para as geleiras. Massas migratórias ainda maiores reduzem a reatividade a curtos períodos de frio.

Os especialistas ressaltam que o Aquecimento global é evidente na região alpina, com temperaturas cada vez mais elevadas e eventos climáticos extremos. Infraestrutura alpina corre risco crescente à medida que as geleiras desaparecem.

Nicole Slupetzky, vice-presidente do Austrian Alpine Club, sublinha que a pergunta não é mais se é possível manter as geleiras do jeito antigo, e sim como mitigar as consequências para a população e o território.

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