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Marsupiais extintos há 7 mil anos são encontrados vivos na Nova Guiné

Marsupiais considerados extintos há mais de sete mil anos são encontrados vivos na Nova Guiné, resultado de colaboração entre cientistas, povos originários e ciência cidadã

Fotografias de um Dactylonax kambuaya e um Tous ayamaruensis.
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  • Marsupiais conhecidos apenas por fósseis, o gambá-pigmeu-de-dedos-longos (Dactylonax kambuayai) e o planador-de-cauda-anelada (Tous ayamaruensis) foram encontrados vivos na Nova Guiné, após mais de sete mil anos considerados extintos.
  • A descoberta ocorreu por meio de colaboração entre cientistas, comunidades indígenas locais e iniciativas de ciência cidadã, com anúncio feito pelo Museu Bishop, no Havaí, e pelo Museu Australiano.
  • Os animais passam a ser classificados como espécies Lázaro, termos para espécies consideradas extintas que reaparecem, embora não haja “revivência” espontânea.
  • Os fósseis foram encontrados na década de noventa e, agora, peças de evidência, relatos de comunidades e registros no iNaturalist confirmam a existência dos dois marsupiais em ambiente florestal remoto.
  • Os locais exatos permanecem em sigilo; as comunidades Maybrat e Tambrauw contribuíram com informações sobre habitat e comportamento, e pesquisadores afirmam a necessidade de conservar as florestas tropicais da região.

Até agora, pesquisadores conheciam apenas por fósseis os marsupiais gambá-pigmeu-de-dedos-longos e planador-de-cauda-anelada, considerados extintos há mais de 7 mil anos. Surgiu uma surpresa na Nova Guiné: eles foram encontrados vivos.

A descoberta ocorreu por meio de uma colaboração entre cientistas, povos originários e iniciativas de ciência cidadã. O anúncio saiu do Museu Bishop, no Havaí, em parceria com o Museu Australiano.

Colaboração e método

O trabalho envolveu comunidades locais de Tambrauw e Maybrat, em Papua Ocidental, que contribuíram com relatos sobre comportamento e habitat. Coautores indígenas participaram do estudo e ajudaram a confirmar a presença dos animais.

Os fósseis originais datam da década de 1990, quando dentes fossilizados foram descobertos em cavernas da região. A primeira pista veio de amostras de pelos guardadas na Universidade de Papua-Nova Guiné, associadas ao gambá-pigmeu-de-dedos-longos.

Os bichos encontrados

O gambá-pigmeu-de-dedos-longos pesa cerca de 200 g e tem listras pelo corpo. Em cada mão, um dedo extremamente longo facilita a remoção de presas na madeira. Ele é o menor gambá listrado vivo conhecido.

O planador-de-cauda-anelada, maior, tem uma cauda alongada que funciona como uma quinta pata para segurar objetos e equilibrar-se entre árvores. Uma membrana lateral, o patágio, permite saltos entre troncos.

Nomes científicos e parentesco

O planador recebe o nome Tous ayamaruensis, com Tous como gênero inspirado no idioma dos maybrat. Os cientistas associam-no a Petauroides volans, planador do leste da Austrália, sugerindo relação entre espécies da região.

Confirmação e registro

Imagens registradas no iNaturalist ajudaram a confirmar a existência, com registros que correspondiam às descrições indígenas. Fotografias de ambos os animais foram divulgadas pelo consórcio de museus.

A comunidade científica sublinha que o achado evidencia a importância de florestas tropicais da Nova Guiné para a biodiversidade global. Pesquisas futuras visam esclarecer distribuição e tamanho populacional.

Sigilo sobre localização

Por razões de conservação, as áreas exatas onde as espécies foram observadas permanecem em sigilo. A expectativa é obter mais dados para entender ameaças e estratégias de proteção.

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