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Descoberta acidental revela nova ameaça climática aos pinguins-imperadores

Descobertas por satélite identificam novos locais de troca de plumagem de pinguins-rei, indicando que o gelo pode ter derretido abaixo deles e aumentado o risco de mortalidade

Emperor penguins rely heavily on sea ice and are estimated to lose 98% of their colonies by 2100 if sea ice continues to decline.
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  • Cientistas usaram dados de satélite para identificar, pela primeira vez, locais de Antártida onde os pinguins-imperadores vão se dividir e renovar as penas a cada ano (muda).
  • Os locais de muda podem ter derretido sob os pinguins, potencialmente causando fatalidades durante o processo.
  • A muda é uma etapa vulnerável:, quatro a cinco semanas, os animais perdem entre quarenta e cinquenta por cento do peso corporal e ficam sem impermeabilização.
  • A descoberta foi feita por Peter Fretwell, do British Antarctic Survey, ao observar imagens de fevereiro e constatar concentração de pinguins em áreas de gelo recuado.
  • A pesquisa levanta perguntas sobre quantos animais foram afetados e reforça a urgência de estudar e proteger a espécie frente ao aquecimento global.

Em uma descoberta acidental, pesquisadores identificaram pela primeira vez locais na Antártica onde os pinguins-imperiais vão para perder e trocar as penas anualmente. A análise foi feita com dados de satélite e aponta que esses sítios de muda podem ter derretido sob os animais, elevando o risco de mortalidade.

Os locais recém-encontrados surgem quando os pinguins migram para gelo estável ligado à costa, no período de janeiro, marcando uma fase de alta vulnerabilidade. A muda consome muita energia e, durante quatro a cinco semanas, os pinguins perdem até metade do peso corporal.

Descoberta e o que ela revela

A pesquisadora sênior do British Antarctic Survey, Peter Fretwell, identificou os sítios ao observar manchas marrons em imagens de satélite. A época das imagens, fevereiro, costuma coincidir com a muda, permitindo inferir que não havia reprodução naquele momento.

Análises de dados de anos anteriores mostraram que o recuo do gelo afetou as áreas onde os pinguins estavam mudando. Em três anos, o gelo deixou de sustentar esses animais durante a muda, aumentando a possibilidade de fraturas por hipotermia ao retornar à água.

Implicações e próximos passos

Não é possível precisar quantos indivíduos teriam morrido, mas a falta de impermeabilização das penas durante a saída para o mar eleva o risco de hipotermia. Cientistas alertam que a taxa de mortalidade pode ser maior do que o estimado anteriormente.

A equipe pretende ampliar o estudo para quantificar quantos pinguins foram impactados, estimar a recuperação de populações e localizar outras regiões com padrões semelhantes. Os dados também devem embasar ações de proteção à espécie.

Contexto e audiência científica

Especialistas ressaltam que as mudanças climáticas são o principal motor da redução das colônias de pinguins-imperiais. Estimativas de 2021 já indicavam risco de perda de até 98% das colônias até o fim do século se o derretimento do gelo persistir, aumentando a urgência de monitoramento contínuo.

A pesquisa reforça a necessidade de entender fases críticas de vida das espécies para avaliar vulnerabilidades. Cientistas destacam que impactar áreas de alteração climática pode ter efeitos em cadeia sobre outros animais que dependem do gelo marinho.

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