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Brasil protege área costeira com golfinhos ameaçados e fósseis de megafauna

Brasil cria o Parque Nacional Marinho Albardão e Área de Proteção Ambiental costeira para proteger espécies ameaçadas e fósseis do Pleistoceno

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  • Brasil criou, em 6 de março, o Parque Nacional e Área de Proteção Ambiental Albardão, para proteger biodiversidade marinha no litoral sul do Rio Grande do Sul.
  • O parque marinho tem mais de 1 milhão de hectares, é o maior do país e o terceiro maior da região, com uma zona de amortecimento de 614 mil hectares.
  • O Albardão abriga ao menos 25 espécies ameaçadas, incluindo golfinhos Lahille’s bottlenose (*Tursiops truncatus gephyreus*) e franciscana, além de 23 espécies de tubarões e raias.
  • A nearby área costeira protegida, com quase 56 mil hectares, preserva dunas e depósitos fósseis de megafauna do Pleistoceno, como preguiça gigante, tigre-dente de sabre, armadilo gigante e mastodonte.
  • A criação ocorreu após recomendações desde 2004; gerou controvérsia por planos de energia eólica offshore e permitiu exceções para turismo ecológico, pesquisa científica e pesca artesanal, além de tráfego de navios no interior da área.

O governo federal criou no dia 6 de março uma nova área de proteção ambiental e um parque marinho denominado Albardão, para conservar um importante hotspot de biodiversidade no Atlântico. A iniciativa abrange instalações no litoral do Rio Grande do Sul.

O Albardão ocupa mais de 1 milhão de hectares, tornando-se o maior parque marinho do país e a terceira maior área marinha protegida. O decreto também estabelece uma zona de amortecimento de 614 mil hectares.

A região abriga pelo menos 25 espécies ameaçadas e fósseis de megafauna do período Pleistoceno. Entre eles estão golfinhos de Lahille e golfinhos franciscana, ambos sob diferentes níveis de risco.

Outra parte da área protegida é o parque costeiro adjacente, com quase 56 mil hectares, que inclui dunas e depósitos de conchas onde fósseis de megafauna são encontrados.

Além da proteção, o decreto prevê exceções para ecoturismo sustentável, pesquisa científica e pesca artesanal nas áreas marinha e costeira. Essas atividades poderão ocorrer desde que respeitem os objetivos de conservação.

A criação gerou controvérsia entre setores públicos e ambientais locais, que temiam impactos na energia eólica offshore. Em 2024, autoridades destacaram que o parque poderia influenciar metas de energia renovável no estado.

O governo gaúcho pediu inclusão de corredores de infraestrutura para conectividade territorial e planejamento energético, o que foi parcialmente atendido. A permissão de tráfego de navios permanece, assim como ligações para projetos além da área protegida.

Perspectivas de gestão

As áreas visam manter o ciclo de vida de espécies ameaçadas e preservar fósseis importantes para a paleontologia. A fiscalização fica a cargo de órgãos federais, estaduais e institucionais ligados à conservação marinha.

A decisão mantém o foco na preservação da biodiversidade e na possibilidade de pesquisas científicas, turismo de baixo impacto e atividades pesqueiras artesanais, desde que não comprometam os objetivos de proteção.

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