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Amamentar reduz dor de bebês na vacinação, aponta estudo

Revisão aponta amamentação como principal alívio da dor durante vacinas, mas a prática ainda não é rotina nos serviços de saúde

Revisão de estudos concluiu que a amamentação pode amenizar a dor dos bebês durante as vacinas — Foto: pvproductions/Freepik
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  • Amamentar durante a vacinação é a forma mais eficaz de reduzir a dor em recém-nascidos e lactentes, segundo revisão conduzida pela enfermeira Isadora Triquinato Rosa.
  • A análise reuniu dezoito artigos entre 2014 e 2025, comparando estratégias de alívio da dor; a amamentação destacou-se como intervenção não farmacológica mais eficaz, especialmente quando usada sozinha ou associada a outras medidas.
  • O efeito analgésico ocorre por fatores fisiológicos e emocionais, como sucção, sabor do leite, liberação de ocitocina pelo contato pele a pele e relaxamento do bebê.
  • Mesmo com evidências, a prática não é rotina: há resistência na atuação da equipe de saúde, falta de capacitação prática e rotinas engessadas, além de crenças que dificultam a amamentação no momento da vacina.
  • A autora defende capacitação contínua, revisão de protocolos e maior participação das famílias como caminhos para tornar a amamentação durante a vacinação uma prática comum e baseada em evidência.

A amamentação durante a vacinação é apontada como a forma mais eficaz de reduzir a dor em recém-nascidos e lactentes. A conclusão vem de uma revisão integrativa feita pela enfermeira Isadora Triquinato Rosa, de Jundiaí, SP, que analisou estudos publicados entre 2014 e 2025.

A pesquisa reuniu 18 artigos, na maioria com alto nível de evidência, e comparou estratégias de alívio da dor em procedimentos invasivos. A amamentação sobressaiu como intervenção isolada mais eficaz, especialmente quando combinada a outras medidas.

A autora explica que o efeito analgésico resulta de fatores fisiológicos e emocionais, incluindo sucção, sabor do leite, ocitocina do contato pele a pele e relaxamento do bebê. A prática também pode reduzir a sensibilidade futura à dor e o medo de cuidados de saúde.

Por que a prática ainda não é rotina

Mesmo com evidências, amamentar durante vacinas não é amplamente adotado nos serviços de saúde. A revisão aponta entraves como capacitação prática, rotinas engessadas e cultura que não prioriza o conforto do paciente.

A atenção está na atuação da enfermagem, que está na linha de frente da vacinação. Embora haja recomendações oficiais, incluindo nota técnica do Ministério da Saúde, a implementação varia entre unidades de saúde e regiões.

A autora aponta ainda que crenças pessoais de profissionais podem dificultar a adoção da prática, mesmo reconhecendo seus benefícios. Ela defende alinhar a prática clínica às evidências e oferecer treinamento estruturado.

Caminhos para implementação

A revisão identifica três pilares para mudança: capacitação contínua dos profissionais, revisão de protocolos institucionais e maior participação das famílias no cuidado. Amamentar durante a vacinação é apresentado como intervenção simples, segura e baseada em evidência.

Esforços para ampliar o uso da prática passam pela comunicação com os pais, que podem solicitar o apoio durante a vacinação e contribuir para um ambiente mais acolhedor. O texto reforça que o objetivo é reduzir sofrimento infantil de forma responsável.

Por fim, Isadora ressalta que negar alívio da dor quando há opções simples é falha no cuidado. A amamentação durante a vacinação, segundo ela, é eficaz, segura e merece virar rotina comprovadamente.

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